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Portugal em Madrid – Parte I

António Manuel de Sousa, Lda.

Engravatados

No mercado desde 1982, a António Manuel de Sousa, Lda. produz essencialmente gravatas e tem duas marcas próprias a Vandoma e a Tube. A exportação ainda não é um dado representativo da empresa, mas com a participação na SIMM e o começo de exportação para Espanha, pode tornar-se um factor importante. Com esta primeira presença na SIMM, através da ANIVEC, António Sousa, administrador da empresa, faz um «balanço positivo, pois tivemos muitos contactos, e vimos que temos possibilidade de introduzir naquele mercado o nosso produto». O facto de terem participado em conjunto com outras empresas nacionais «ajudou bastante e o impacto foi maior». A aposta na SIMM é para continuar, «desde que inseridos na ANIVEC».

 

Diniz & Cruz

Do Homem

«Qualidade e dispo-nibilidade para o cliente» têm sido desde 1972 as prin-cipais características da Diniz & Cruz, que tendo começado a laborar apenas com 13 colaboradores, conta agora com cerca de 300. Como principal preocu-pação têm a diferença pela qualidade, optando, por serem «originais no design, na cor, no serviço e também no preço. Apostámos numa linha de confecção clássica jovem, com tecidos evoluídos de grande qualidade, que facilmente cativam o homem dos 20 aos 60 anos». Após cobrirem a totalidade do mercado nacional, lançaram-se na exportação. «A aposta no mercado internacional superou rapidamente as melhores expectativas, atingimos uma meta de mais de 2 milhões de contos por ano». O mesmo sucesso teve a Dálmata «um desafio a que nos lançámos com diversos sócios, que permitiu a criação de uma empresa de confecção de senhora» e que obteve um volume de exportações na ordem dos 70 por cento, para a Alemanha, Áustria, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Holanda, Itália, França e o Brasil. Agora conta com três marcas próprias, a “Diniz & Cruz”, “Do Homem” e “Grigio Antracite” que são distribuídas pelos clientes através de uma empresa transportadora. Apenas com produção própria, 70 por cento da mesma vai para exportação, sendo que 15 por cento vai para Espanha. No que diz respeito à SIMM, esta foi a primeira vez que participaram. Tendo exposto todos os artigos que produzem, a Diniz & Cruz considera «positiva a nossa participação nesta feira, e é nossa intenção continuarmos a participar na projecção do nosso produto no mercado espanhol».  

Impetus

Verticais

Fundada em 1973, a Impetus produz roupa interior masculina e pijamas. Com 800 trabal-hadores , o grupo possui uma produção de cerca de 9.500.000 peças. A internacio-nalização está, desde o início, nos planos da empresa que neste momento destina 95 % da sua produção à exportação para toda a UE Canadá, EUA, China e Rússia, e para Espanha exporta apenas 17 por cento do seu volume de produção. No que diz respeito à distribuição, a Impetus tem estruturas próprias, que nalguns casos passam por filiais, como acontece em Espanha, e noutros é feita através de agentes. A Impetus é um grupo vertical  que desde a importação da matéria-prima (o fio) até a distribuição final faz todos os processos. Dado estar já fortemente implantada em Espanha, a sua primeira participação na SIMM deveu-se especialmente «ao espírito de cooperação empresarial necessário à promoção da moda portuguesa». Neste sentido, «pretendemos estar sempre presentes em feiras internacionais nos mercados onde estamos consideravelmente implementados, no entanto em moldes ligeiramente diferentes, ou seja, estar representados com stand próprio, limitando a nossa presença através de associações a novos mercados».

 

D’Assenta

Prospecção

Criada há 22 anos a D’Assenta , com marca com o mesmo nome, produz internamente todo o tipo de vestuário para homem, com a excepção de calças clássicas e fatos. Neste momento têm uma loja própria, três franchisings e cerca de 150 clientes em Portugal. Com uma produção de 160 a 170 mil camisas por ano, a D’Assenta exporta cerca de 30 por cento, pretendendo começar a exportar também para Espanha. A sua participação na SIMM, vem no sentido «de ver o que é que poderia acontecer, ou qual o interesse dos clientes na nossa colecção, ou seja, fazer um pouco a prospecção do mercado». Apesar de não terem ainda encontrado agente em Espanha, a D’Assenta garante que a participação na feira «correu muito bem, dado termos tido muita gente interessada na nossa colecção, e portanto deverá ser para continuar».

 

marfel

Visitados

Com uma produção de 1800 camisas por dia, a Marfel está no mercado desde 1946. A confecção é toda produzida internamente, apesar de terem já recorrido, de forma pontual, à subcontratação. Com cerca de 800 clientes no mercado nacional, a Marfel não está, por agora, a pensar apostar em lojas próprias «porque isso iria chocar com os nossos clientes». A nível de percentagens de exportação, 50 por cento da produção vai para o mercado externo. A trabalhar há 14 anos com o mercado espanhol, esta é a segunda vez que estão na SIMM, envolvidos no projecto da ANIVEC. Nesta edição «e da informação que recolhi, penso que a afluência de pessoas não terá sido inferior à primeira… mas a parte de senhora teve mais movimento». Ainda assim, «tivemos mais visitas do que clientes, de pessoas que nos vieram visitar e outros que queriam conhecer a empresa e a nossa colecção. Agora, ficamos um pouco à espera do que daí possa advir». Quanto à continuação da presença da Marfel na SIMM, está segundo a mesma, dependente «do esforço para tentar incluir a parte de homem no mesmo espaço físico de senhora… a ser assim, acho que terá todo o interesse…».

 

Tiagu’s

Sem fronteiras

Fundada em 1976, a Oliveira Tiago & Filhos, Lda., com marca própria Tiagu’s, trabalha soluções “total look” para senhora. A trabalhar para o mercado interno e externo, a Tiagu’s tem já encomendas para Espanha, Alemanha e Hungria. Apesar de não estar ainda concretizado, Luís Tiago, administrador da empresa, admite ter «o projecto de um agente para o Japão, temos um distribuidor na Grécia e existe uma possibilidade de negócios no Dubai, Emiratos Árabes (a nível de franchising) e também em Israel». Até agora tinham apenas participado numa feira em 1990, em Estocolmo, mas decidiram apostar na SIMM dado «haver alguma procura no mercado do nosso tipo de confecção». Tendo ido à SIMM pelos seus próprios meios a Tiagu’s fez «um balanço muito positivo, sendo que alguns dos contactos que referi anteriormente, surgiram mesmo na feira». A nível de visitantes espanhóis «houve uma excelente aceitação, já recebemos bastantes encomendas e estamos já a trabalhar com alguns agentes em Espanha, mais precisamente na Catalunha, Madrid, Murcia, Estremadura, Andaluzia, Galicia, Castilha e Lion». Também com criação própria, Luís Tiago garante que a SIMM «é uma aposta para continuar, aliás todos os investimentos que fizemos foi nesse sentido».   

soporcol

À pele

Com duas marcas próprias, a Soporcol está no mercado desde 1954. A Soporcol dedica-se à confecção de vestuário em pele para homem e senhora e a Snob, à confecção em tecido num estilo “outwear”, blusões e parkers. Sem recorrer à subcontratação, a Soporcol produz internamente tudo o que vende, tendo inclusive um gabinete próprio de criação. A exportação «andará na ordem dos cinco por cento», sendo que, para já, o mercado espanhol é ainda pouco significativo, ao contrário da França e do México. Relativamente à SIMM, «fazemos um balanço muito positivo desta feira. Chegámos à conclusão que nos é vantajoso ter uma participação conjunta com os outros colegas e industriais, tanto no sentido comercial, como no que diz respeito à criação de uma imagem positiva de Portugal. Notámos que em conjunto a expressão é muito maior, damos outra imagem, e com isso temos vantagens. Assim, a aposta na feira é para continuar».

 

malhacila

Total look

No mercado há mais de 50 anos, a Malhacila nasceu como uma unidade familiar que foi crescendo ao longo dos anos. Em 1990 decidiram criar uma marca própria, a Concreto, que tem vindo a conquistar o seu lugar no mercado nacional, e desde há uns anos em Espanha e Inglaterra. Em Portugal a Concreto é uma marca que aposta no “look total” de forma a venderem «um conceito de vestuário que facilite a vida ao consumidor, e para que este possa comprar de uma forma integrada». A aposta da marca não passa, para já, pelas lojas próprias optando sim, pelos “corners” nas lojas multimarca, «de forma a ter um espaço dentro da loja que esteja apenas reservado à Concreto, no sentido de lhe dar maior notoriedade». No que diz respeito à exportação, a Malhacila exporta no total cerca de 50 por cento, sendo que Espanha representa neste momento 10 a 15 por cento. Apesar de presenças assíduas na Modtissimo e no Portugal Fashion, esta foi a primeira vez que a Malhacila esteve presente numa feira em Espanha. Mais vocacionados para a área de senhora, a Malhacila apresentou-se no grupo de homem, dado que a ANIVEC «não conseguiu o número suficiente de participantes para ir para a parte de senhora com um grupo idêntico ao do homem», mas ainda assim mostraram-se satisfeitos com os resultados da feira, onde «fizemos vários contactos, não só com clientes como com futuros agentes em áreas que nos faltavam. Além disso, apareceram clientes portugueses que elegeram aquela feira como feira importante para tendências e para fazer compras em cima da hora. Também tivemos clientes espanhóis que foram aparecendo, quer os que já nos conheciam, quer os novos». Em relação a futuras participações na SIMM, a Malhacila garante ser daqueles «que pensamos que estas acções são importantes se forem continuadas no tempo, que acções pontuais não resultam e portanto vamos lá estar na próxima vez, na área de senhora e vamos naturalmente fazer tudo para que seja mais positiva ainda».

 

J. C. Santos

Aposta

No mercado desde 1959, a J.C. Santos é uma empresa de vestuário dedicada à confecção e comercialização de camisas e acessórios de homem através da marca Pietrinni. Do que produzem, 50 por cento é para exportação, e a Alemanha, França e Irlanda são os mercados para onde exportam em regime de “private label”. Em Espanha, estão ainda a dar os primeiros passos, mas nesta sua primeira participação na SIMM, a Pietrinni faz um balanço positivo, dado que «efectivamos algumas encomendas e novos clientes para além de diversos contactos com interesse». Sendo assim a J.C. Santos garante que «esta, é uma aposta para continuar».

 

Dielmar

Divulgação

A Dielmar é uma sociedade anónima, fundada em 1965 e que está implantada, essencialmente, no mercado nacional. O seu processo de internacionalização começou, de uma forma mais intensa, a partir de 1998, tendo como objectivo penetrar no mercado, principalmente espanhol, através da sua colecção própria. Actualmente, cerca de 60 por cento da facturação da Dielmar incide no mercado nacional, sendo que, dos restantes 40 por cento, 60 correspondem a Espanha e o resto divide-se entre França, Estados Unidos, Suiça, Inglaterra, Canadá e Venezuela. Com quatro lojas próprias em Portugal, a Dielmar produz toda a sua colecção. Presente pela segunda vez na SIMM, a Dielmar sentiu falta de visitantes espanhóis, mas «para nós em termos de impacto e em termos de apresentação de colecção e de aquisição de novos contactos e possíveis novos clientes, foi bastante positivo. Vendemos alguma coisa na feira, apesar de não termos como objectivo principal a venda, mas sim a apresentação do produto e da nova colecção, divulgação da marca e criação de imagem em termos de mercado espanhol. Porque aí sim, precisamos de criar e não temos. Em Espanha somos mais um produtor do que propriamente uma marca ou um nome na praça». De qualquer forma e relativamente a próximas edições, «como é óbvio, vamos estar presentes novamente».

 

Globe

Ibérica

A marca Globe é fabricada e distribuída em Portugal pela empresa RV Trade – Estudos de Mercado SA, que compra o produto acabado e subcontrata a feitio. Através dos armazéns que detêm em Portugal, fazem a distribuição para todas as lojas Globe, quer através de transportes próprios, quer através dos serviços de empresas transportadoras. Globe Line, Red Globe e Globe Casa, são as marcas próprias da RV Trade, que exporta cerca de 70 por cento, sendo que 50 por cento vai para Espanha e 20 por cento para outros países. «Esta foi a nossa primeira participação na SIMM», na qual expuseram a colecção Outono/Inverno 04/05 na totalidade. Para a RV Trade, «ter exposto na SIMM teve um balanço positivo», tendo-lhes permitido «aumentar a visibilidade da marca e refrescar a sua imagem; solidificar a confiança com os nossos clientes e captação de novos». No que diz respeito à continuação da presença da Globe na SIMM, «se nos for possível, voltaremos a participar na SIMM com a exposição da próxima colecção Primavera/Verão para concretizar e mostrar a nossa evolução nas colecções Globe».