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Portugal ganha quota

Conhecido pelo elevado peso nas exportações nacionais de têxteis lar, o Reino Unido é também mercado preferencial das exportações de camisas de homem de tecido com origem nacional. Aliás, em 2003, absorveu 26,2% das exportações totais superando a Espanha que importou 20,6%.

Durante esse ano o mercado britânico importou 618,4 milhões de euros de camisas de uso masculino, correspondendo a uma queda de 10,2% face a 2002 e a uma taxa de crescimento média anual de 2,9% desde 1996.

O mercado extra-comunitário é o principal mercado de origem com uma quota de 76,3% nas importações do Reino Unido. Deste modo, o ranking dos principais mercados abastecedores é dominado por países asiáticos, em particular, pelo Bangladesh, por Hong Kong, pela Indonésia e pela Índia que no seu conjunto forneceram 42,9% das importações totais de camisas do Reino Unido.

Apesar da relevância britânica nas exportações nacionais, Portugal foi o segundo maior fornecedor comunitário, logo a seguir à Itália, com uma quota de mercado de 5,8% a que corresponde uma queda em valor de 6,0% face a 2002. Mas, se comparamos com o ritmo de decréscimo das importações deste mercado (-10,2%) concluímos que Portugal reforçou a sua quota (+0,2 pontos percentuais (p.p.)). Efectivamente, foram importados do mercado nacional 36,0 milhões de euros sendo equivalente a um volume de 6,8 milhões de unidades e a um preço médio de 5,28 euros por unidade.

Refira-se por fim que, nos últimos sete anos Hong Kong tem perdido quota nas importações britânicas de camisas (com excepção de 2002) que contrasta com a evolução chinesa, uma vez que o gigante asiático registou um crescimento até 2002 (4,7 p.p.) e posterior queda em 2003. Portugal apresentou uma evolução heterogénea com a quota de mercado a cair entre 1996 e 2000 seguida de um crescimento de 2 p.p. até 2003.

Esta informação é apresentada emficha informativa disponível no PortugalTextil.com