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Portugal tem índice de competitividade fraco

Estudo feito pela Universidade Nova mostra que candidatos à União Europeia têm vantagem sobre Portugal na captação de IDE. No estudo realizado pelo economista António Nogueira Leite e a sua equipa, da qual fazem parte José Ferreira Machado e Vasco Cúrdia, conclui-se que Portugal tem um fraco poder de captação de investimento directo estrangeiro, tendo como principais concorrentes a Hungria, República Checa e Polónia. Desde 1996 o IDE tem evoluído no nosso país entre 2% a 2,5% do PIB. Em 2000, a República Checa conseguiu alcançar os 7%. O investimento directo estrangeiro é fundamental para o aumento da produtividade. «É preciso investir na adequação do sistema de ensino às necessidades da economia, nomeadamente na formação de engenheiros e outros técnicos especializados », afirma o ex-secretário de Estado do Tesouro. Para Nogueira Leite, Portugal teve uma visão «puramente orçamentista» contando que o investimento na educação iria resolver o seu problema. Este estudo estabelece uma série de factores de competitividade no qual se destaca o da oferta de trabalho. Neste factor onde se tratam de aspectos variados como a existência de engenheiros ou a oferta de trabalho qualificado, Portugal encontra-se em último lugar, estando bem posicionado nas infra-estruturas, no sector financeiro e ambiente político.