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Portugueses à medida

Ajustar as medidas do vestuário às necessidades dos consumidores nacionais foi o propósito do projeto Sizing-Sudoe, um estudo antropométrico realizado pelo Citeve que procura também o êxito comercial das empresas do sector, adiantou a agência Lusa.

Os dados recolhidos no estudo realizado junto de dois mil portugueses vão auxiliar as empresas do sector têxtil na definição de tabelas de medidas para vestuário que correspondam às necessidades dos clientes. Os números do projeto Sizing-Sudoe foram divulgados em primeira mão à agência Lusa pelo diretor-geral do Citeve, Braz Costa, que explicou que «as peças que as empresas de vestuário produzem devem coincidir com a fisionomia dos clientes», havendo necessidade de «ter uma noção estatística sobre esta fisionomia». «Neste caso, este estudo antropométrico incidiu sobre a Península Ibérica, com o objetivo de caracterizar a população destes dois países e daqui tirar a informação necessária para fazer as tabelas de referência dos tamanhos», acrescentou.

Segundo o diretor-geral do centro tecnológico, o objetivo «é encontrar informação relevante e que seja útil para as empresas», adicionando ainda a vantagem de ser possível a troca de dados com outros países para dar às empresas portuguesas a informação necessária sobre esses mercados. Para concretizar o estudo foi utilizado um body scanner para obter a informação tridimensional de cada corpo, medindo 119 pontos de cada pessoa.

De acordo com os dado obtidos, a mulher portuguesa pesa em média 64 quilos e os homens 77, enquanto em termos de altura, a população feminina mede 1,59 metros e o homem 1,71 metros. Na síntese do estudo apresentado podem ser conhecidas as suas mais-valias: «proporcionar às empresas do sector têxtil, moda e confeção ferramentas e serviços inovadores que lhes permita definir tabelas de medidas para vestuário ajustadas às necessidades dos seus clientes e assim conseguir um maior êxito comercial». O diretor-geral do Citeve garantiu que «neste momento está tudo pronto para que as empresas possam ter acesso aos dados estatísticos que precisam para a sua produção».

«A nossa população está em grande mudança e por isso é que os mercados têm que ser monitorizados com alguma frequência», referiu à Lusa. Para o responsável, estudos deste género assumem ainda maior relevância no que às vendas online diz respeito porque a devolução de peças gira em torno dos erros nos tamanhos.