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Portugueses atacam Moscovo

Apesar dos desafios atuais do mercado russo, as empresas Custoitex, Paulo Quebra e João Manuel da Costa Flores estão nos próximos dias na feira russa CPM - Collection Première Moscow, cujas portas permanecem abertas até ao próximo dia 5 de setembro.

De acordo com a informação veiculada pelo website da feira de moda moscovita, as marcas Collove (Custoitex), Gattina (Paulo Quebra Unipessoal) e Iora Lingerie (João Manuel da Costa Flores Lda.) fazem parte das mais de 1.000 insígnias internacionais que se reúnem na CPM até ao próximo sábado.

A feira celebra a sua 25.ª edição por entre algumas dificuldades conjunturais, políticas e económicas, mas as perspetivas continuam positivas para a organização. «Estamos muito orgulhosos por dizer que temos mais de 1.000 marcas de 23 países a mostrarem as suas coleções para a primavera-verão 2016 na CPM», revela Christian Kasch, diretor de projeto da CPM. «O nosso calendário de desfiles está completamente esgotado. Mais de 40 desfiles vão ter lugar», acrescenta. «Para além do Grand Defilé organizado pela Russian Lingerie Magazine, vamos ter o WeAR Catwalk com participantes como a Lacoste Footwear, a Handstich, a Guess, a Strellson e a La Martina. Designers de Itália vão também apresentar um desfile de moda especial», anuncia.

Pese embora a situação política não ser das melhores, o que tem vindo a afetar o comércio internacional e os negócios na Rússia, Christian Kasch sublinha que «as marcas internacionais são bem recebidas, sobretudo quando aparecem mesmo em alturas difíceis. Estar presente na feira é mais valorizado do que se esconder num showroom».

E a pensar na retoma do mercado russo, o Russian Fashion Retail Forum, integrado na CPM, é dedicado ao tema “Desafiar a recessão no retalho de moda russo e preparar-se para novo crescimento”. Durante dois dias (3 e 4 de setembro) serão abordados tópicos como tendências de compras para a primavera-verão 2016, indicadores económicos do mercado de moda da Rússia, merchandising, fidelização dos consumidores, oportunidades e riscos da produção de vestuário interna, nova legislação do retalho de moda, entre outros. «Será a primeira vez na história do Russian Fashion Retail Forum que os prós e contras da produção de vestuário na Rússia serão abordados por empresários estrangeiros e nacionais, da indústria e do retalho», destaca a organização, a cargo da Igedo.

A CPM – que na edição de setembro de 2014 acolheu 18.500 visitantes – tem também contribuído para a abertura de mercados-satélite da Rússia, segundo a organização, que refere um aumento de 5% nas exportações da UE a 15 para a Bielorrússia, equivalente a um valor de 70,2 milhões de euros, e de 17% para o Azerbaijão (93,4 milhões de euros).