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P&R Têxteis prepara olímpicos

A preparar as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, a P&R Têxteis continua a investir nas suas instalações e a demonstrar o know-how na tecnologia de colados para o desporto de alta competição.

Presença habitual nos Jogos Olímpicos desde Atlanta 1996, a P&R Têxteis está atualmente a preparar-se para fornecer os atletas que estarão presentes em Tóquio. «Estamos a fazer desenvolvimento de produto para várias modalidades desportivas: atletismo, ciclismo, triatlo, rugby,…», afirma Nuno Pinto, fundador e acionista da P&R Têxteis.

A inovação tem sido um dos motores no desenvolvimento da empresa, que já equipou campeões como Usain Bolt e Nélson Évora. «Apostamos, quase há 15 ou 20 anos, na tecnologia de bonding e temos evoluído constantemente», explica, ao Jornal Têxtil, o fundador da P&R Têxteis, que além dos desenvolvimentos internos do departamento de I&D, composto por mais de 10 pessoas, conta com parcerias com instituições como a Universidade do Porto, nomeadamente a Faculdade de Desporto, a Faculdade de Engenharia e o Labiomep – Laboratório de Biomecânica do Porto.

«Esta evolução tecnológica que propomos [a tecnologia de bonding] é mais funcional e mais confortável para os atletas, nomeadamente para quem pratica desporto com intensidade e, nomeadamente, para os atletas de alta competição», destaca Nuno Pinto.

Além do processo, a empresa tem acompanhado as tendências nas matérias-primas. «Há agora uma forte tendência para a apresentação de materiais reciclados, nomeadamente poliéster reciclado, porque o poliéster é a matéria-prima de base para a esmagadora maioria dos produtos que fazemos, e, portanto, estamos a apostar nisso», acrescenta.

Corte, confeção e estamparia digital constituem as operações que a P&R Têxteis tem dentro de portas e que dão emprego a cerca de 220 pessoas. «Nos últimos dois anos, fizemos um investimento à volta de quatro milhões de euros, entre edifícios e máquinas», revela o gestor, adiantando que além da parte tecnológica, a P&R Têxteis tem igualmente investido nas pessoas. «Já tínhamos uma estrutura de quadros adequada e aumentámos essencialmente em alguns sectores produtivos da empresa», aponta.

Diversidade e consolidação

A capacidade de produzir para uma multiplicidade de desportos faz com que a P&R Têxteis tenha diferentes tipos de clientes. «Trabalhamos essencialmente para marcas globais, para marcas que têm vários tipos de desportos ou para marcas especialistas apenas num tipo de desporto», esclarece o fundador da empresa, que exporta a sua produção essencialmente para a Europa, mas também para os EUA e a Ásia.

Em 2018, a produtora de vestuário manteve o volume de negócios face a 2017, mas Nuno Pinto faz um balanço positivo. «Foi um ano interessante, embora não tenhamos tido um crescimento das vendas, que foram idênticas ao ano anterior. Notamos uma fidelidade crescente dos nossos clientes, com produtos de ainda maior valor acrescentado, sendo assim também de fabricação mais complexa, o que dificulta um pouco o crescimento em termos do número de peças», adianta.

Quanto aos próximos meses, o objetivo é que 2019 seja um ano de consolidação e 2020 de crescimento. «2019 será também um ano idêntico a 2018. Prevemos alguma expansão no próximo ano, em 2020, dado que já estamos a fazer esses desenvolvimentos [para os Jogos Olímpicos]», conclui Nuno Pinto.