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Prada adia OPV pela terceira vez

O grupo de bens de luxo italiano, Prada, na passada quarta-feira chocou a indústria da moda adiando uma vez mais a sua Oferta Pública de Venda (OPV) pela terceira vez, argumentando com as fracas condições de mercado. A empresa sediada em Milão iria iniciar a sua OPV na próxima semana mas o deslize nas condições de mercado provocado pelo escândalo da WorldCom nos Estados Unidos, levou a que a Prada adiasse a sua OPV até que haja uma melhoria desta mesma situação. “Não sentimos que as actuais condições do mercado sejam as ideais para uma completa apreciação do forte e contínuo crescimento das nossas marcas e produtos”, afirmaram os directores executivos, Patrizio Bertelli e Miuccia Prada numa declaração. A empresa adiantou que os mercados “pioraram recentemente, mais do que o que poderíamos esperar na altura que decidimos iniciar o processo de oferta pública no passado mês de Abril”. A Prada vai continuar de olho na situação “e esperar que as condições do mercado se desenvolvam positivamente para o lançamento da OPV da Prada”. A empresa italiana a principio planeava fazer a sua OPV na Primavera passada mas decidiu adiar para mais tarde, acabando por ser atingida pela baixa económica causada pelos ataques terroristas de 11 de Setembro nos EUA. O Grupo Prada, que teve vendas na ordem dos 1,700 milhões de euros em 2001, é líder no mercado internacional no design, produção e distribuição de bens de pele, sapatos e pronto-a-vestir. O grupo detém algumas das mais prestigiadas marcas conhecidas mundialmente tais como a Prada, Jil sander, Church’s, Helmut Lang, Genny e Car Shoe e tem licenças exclusivas para as marcas Mil Mil e Azzedine Alaia. Neste momento existem cerca de 307 lojas dirigidas directamente pela Prada, situadas nos mais prestigiados lugares do mundo.