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Prada na bolsa?

A Prada SpA, detentora da marca homónima Prada e da Miu-Miu, entusiasmada pelos resultados líquidos do primeiro trimestre de 2010 e pela melhoria das condições económicas nos seus principais mercados, irá provavelmente avançar para a “há muito aguardada” entrada em bolsa. A empresa italiana tem vindo a “ensaiar” a sua entrada em bolsa ao longo dos últimos 10 anos. Nas quatro tentativas falhadas ocorridas durante este período, assomaram sempre condições que levaram a que a melhor opção fosse o adiamento, tendo a Prada sempre anunciado que a intenção de se tornar numa empresa cotada, mais cedo ou mais tarde, era firme. A Oferta Pública Inicial que está a ser analisada terá como palco hipotético, para além da Bolsa de Milão, a bolsa de Hong Kong. Os bancos que irão mediar e gerir a entrada em bolsa ainda não foram escolhidos pela Prada. Durante o período de crise económica e financeira mundial, a casa de moda italiana tem vindo a cortar o rácio da sua dívida e a proceder a abertura de novas lojas. Estas aberturas têm acontecido maioritariamente no continente asiático, área geográfica onde as vendas da Prada mais têm crescido. Além da aposta comercial nesta região, para venda dos produtos das suas marcas, o interesse dos asiáticos na aquisição de acções em Ofertas Públicas Iniciais levou a que a empresa perfumista L’Occitane International SA tenha realizado a sua entrada em bolsa naquela zona do globo. A experiência bem sucedida desta empresa foi observada pela gestão da Prada, que está a equacionar a mesma opção. Armando Branchini, vice-presidente da empresa de consultoria milanesa InterCorporate, afirma que «a Prada navegou por águas bastante tranquilas, mesmo durante a crise, graças à sua presença na Ásia e à resiliência do seu negócio de sapatos e carteiras». O especialista acrescenta ainda que «o forte crescimento da Prada no primeiro trimestre do ano, que se poderá manter durante o resto do ano, fazem deste o momento ideal para uma Oferta Pública Inicial». A casa de moda italiana Prada, controlada pelo presidente-executivo Patrizio Bertelli, pela sua mulher Miuccia Prada e pela restante família Prada, anunciou recentemente que os seus resultados operacionais referentes ao primeiro trimestre aumentaram para os 64 milhões de euros. Um valor quase seis vezes superior aos 11 milhões de euros registados em igual período de 2009. As vendas cresceram 26%, para os 366 milhões de euros, impulsionadas por um crescimento de 62% registado na região Ásia-Pacífico.