Início Notícias Mercados

Preços da produção industrial da ITV mantêm subida

Entre janeiro e setembro de 2022, o défice da balança comercial de Portugal aumentou para 22,55 mil milhões de euros. Uma tendência de subida que se regista igualmente nos preços da produção industrial e no índice de volume de negócios, tanto no têxtil como de vestuário.

De acordo com a análise dos dados preliminares disponíveis no INE, o défice da balança comercial evidencia um acréscimo de 77,1% em relação a igual período do ano passado. A evolução reflete uma subida de 25,6% nas exportações portuguesas de bens, enquanto as importações cresceram 36,7%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Excluindo os “combustíveis e lubrificantes”, o défice da balança comercial de Portugal situou-se em 13,31 mil milhões de euros, evidenciando um agravamento de 46,5% em relação aos primeiros nove meses de 2021. Este resultado surge na sequência de uma subida de 21,7% nas exportações e de 26,0% nas importações. Excluindo os produtos energéticos e com base na perspetiva dos desempenhos por região, verificou-se uma subida homóloga de 22,2% nas exportações intracomunitárias, enquanto as extracomunitárias cresceram 20,5%. Do lado das importações de Portugal, as intracomunitárias registaram uma subida de 21,4%, enquanto as extracomunitárias aumentaram 44,0%.

ITV soma vendas

Em termos específicos para a indústria têxtil e vestuário, analisando a evolução em período homólogo do índice de volume de negócios na indústria (INE) para setembro, a análise do CENIT evidencia uma subida de 9,1% no sector têxtil e de 10,7% no vestuário. Ao nível das indústrias transformadoras foi observada uma subida de 23,0% em relação ao mesmo mês de 2021. Em termos da evolução em cadeia, foi evidenciada uma subida de 48,6% no sector têxtil e de 22,3% no vestuário, sendo observada uma subida de 17,7% nas indústrias transformadoras.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Relativamente à evolução em período homólogo do índice de produção industrial (INE) para setembro, regista-se uma descida de 13,7% no sector do vestuário. Ao nível das indústrias transformadoras foi observado um aumento de 1,3% face a setembro de 2021. Em termos da evolução em cadeia, foi evidenciada uma descida de 21,1% no sector do vestuário, tendo-se verificado uma subida de 19,7% nas indústrias transformadoras.

Os dados para a variação homóloga do índice de emprego na indústria (INE) evidenciaram em setembro uma subida de 1,6% no sector têxtil e de 1,0% no vestuário. Nas indústrias transformadoras foi registada uma subida de 2,5%. Relativamente à variação em cadeia, entre agosto e setembro, o índice de emprego na indústria diminuiu 0,1% no sector têxtil e 0,9% no vestuário, tendo conhecido um crescimento de 0,1% nas indústrias transformadoras.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Segundo os dados do INE para a variação homóloga do índice de horas trabalhadas na indústria, foi registada uma descida de 1,6% no sector têxtil e de 2,6% no vestuário, enquanto nas indústrias transformadoras verificou-se uma subida de 2,3% em relação a setembro de 2021. Ao nível da variação em cadeia, foram registadas subidas de 68,3% no sector têxtil e de 65,7% no vestuário, entre agosto e setembro, enquanto nas indústrias transformadoras observou-se uma subida de 35,5%.

Preços sobem mais no têxtil

O índice de preços na produção industrial (INE) registou em termos homólogos uma subida de 11,3% no sector têxtil e de 2,1% no vestuário face a setembro de 2021. Este indicador registou uma subida de 23,2% ao nível das indústrias transformadoras. Na variação em cadeia, entre agosto e setembro, verificou-se uma subida de 0,4% no sector têxtil e no sector do vestuário, enquanto nas indústrias transformadoras o índice aumentou 0,5%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Relativamente à variação homóloga do índice de preços no consumidor (INE), foi registada no mês de outubro uma subida de 7,5% ao nível dos têxteis de uso doméstico e de 2,8% nos artigos de vestuário. Analisando a evolução em cadeia, na comparação com setembro, foi observada em outubro uma subida de 2,1% nos têxteis de uso doméstico e de 2,4% nos artigos de vestuário.

O indicador de clima económico do INE registou em outubro (+1,3%) uma nova descida da perceção do clima económico por parte das empresas, uma tendência que se verifica desde maio. Também o indicador de confiança da indústria transformadora do INE acentuou em outubro a perceção negativa das empresas (-8,3%), reforçando a tendência verificada no mês anterior (-6,0%).