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Previsões de consumo para 2017

As tendências-chave que deverão impactar a performance dos consumidores europeus em 2017 incluem o movimento anti-açúcar, a ascensão de África como parceiro comercial, uma crescente consciencialização em torno da poluição e conexões mais rápidas e eficazes entre marcas e consumidores.

A empresa de pesquisa britânica Mintel já desvendou quais as coordenadas que vão orientar o comportamento do consumidor no próximo ano e o portal de tendências WGSN reuniu-as. São elas:

Redes sociais e geolocalização

A Mintel informa que plataformas como o Snapchat, WhatsApp e o Facebook Messenger estão a crescer em popularidade como canais de comunicação seguros e fiáveis que ligam as marcas aos consumidores.

Em Itália, 59% dos consumidores revelam que gostavam de poder entrar em contacto com o serviço de atendimento ao cliente através de mensagens instantâneas, enquanto no Reino Unido, 27% dos consumidores consideram útil poderem contactar marcas através de aplicações móveis como o WhatsApp. Na Alemanha, um quarto dos consumidores (24%) gostava de poder usar um serviço de mensagens instantâneas para entrar em contacto com o serviço de apoio ao cliente online.

Catherine Cottney, responsável de tendências da Mintel, afirma que «a popularidade do Pokémon Go, aliada a melhorias na tecnologia de geolocalização, terão um efeito direto na interação das pessoas com o seu ambiente e na forma como pesquisam coisas para fazer e comprar. No Reino Unido, 29% dos millennials ficavam felizes em poder partilhar a sua localização em tempo real com as marcas de que gostam para receberem ofertas próximas».

Cottney considera que este tipo de tecnologia é uma oportunidade para injetar «alguma urgência e diversão em atividades promocionais além das campanhas Black Friday ou Amazon Prime».

Tendência anti-açúcar

Enquanto isso, os movimentos anti-açúcar estão a forçar as marcas a adaptarem os produtos à medida que os consumidores mudam os seus hábitos alimentares e de consumo e o Reino Unido se prepara para introduzir um imposto sobre o açúcar em 2018.

A Mintel indica que 6 em cada 10 consumidores polacos (63%) e espanhóis (63%) afirmam que estão ativamente a reduzir o consumo ou a evitar alimentos açucarados. Seguem-se 60% dos consumidores italianos, 55% dos franceses e 54% dos consumidores alemães.

Em Portugal, o imposto sobre as bebidas açucaradas, que já foi tornado público e deverá ser cobrado ao consumidor em 2017, está a ser preparado pelos Ministérios da Saúde, Economia e Finanças.

O impacto de África

A pesquisa da Mintel destaca também o aumento do PIB do continente africano e a melhoria das infraestruturas, fatores que estão a torná-lo um «parceiro comercial cada vez mais credível e poderoso», adiantando ainda que a Europa vai começar «a beneficiar da crescente classe média de África».

Poluição do ar

A Mintel antevê também que os consumidores europeus se preocupem mais com a poluição do ar em 2017, seguindo hábitos que já fazem parte do quotidiano dos chineses. Na China cerca 83% dos indivíduos adquiriram já máscaras e 56% têm purificadores de ar em casa. Usar plantas domésticas (52%) e monitorizar a qualidade do ar (33%) também são comportamentos comuns.

A Mintel destaca ainda que as marcas de beleza estão na vanguarda da proteção contra a poluição atmosférica e que se deve esperar um aumento de campanhas que mostram como a poluição afeta o cabelo e a pele, por exemplo. A preocupação com a poluição tem vindo a crescer em toda a Europa. Em França, 41% dos consumidores concordam que o ambiente afeta a pele, seguidos por 37% em Itália, 35% na Alemanha e 28% em Espanha.