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Primark continua a lucrar

Para a cadeia de moda da Associated British Foods, o ano fiscal fica marcado por «forte progresso e conquistas notáveis». Os números estão em constante subida na Primark, que registou um aumento do lucro de 8%, apesar do quadro na Alemanha não ter sido tão positivo.

O alargamento do espaço de vendas fez com que a Primark evidenciasse um aumento de 4,2% nas vendas totais do corrente ano fiscal. A margem de lucro operacional também subiu de 11,3% para 11,7%, uma vez que a retalhista abriu 14 novas lojas no Reino Unido e na Europa Continental. O espaço de vendas expandiu significativamente desde o início do ano, em cerca de 83.600 mil metros quadrados.

Já as vendas comparáveis conheceram uma queda de 2%. A retalhista justifica este declínio com as dificuldades na Alemanha que surgiram desde o início do ano, ainda que não se verifiquem valores que o comprovam. Deste modo, a Primark espera que um novo CEO «tome medidas para melhorar o desempenho, incluindo campanhas de marketing direcionadas e a redução do espaço de vendas em algumas lojas».

Embora a cadeia de moda continue a não vender online, as redes sociais têm agora 20 milhões de seguidores comparativamente com os 13 milhões do ano anterior. O aumento significativo está associado às campanhas que a Primark tem vindo a desenvolver. «Colaboramos com influenciadores de grandes perfis, com quem lançamos coleções especiais durante o ano, o que gerou maior alcance nas redes sociais. Atingimos mais um ano de crescimento significativo na quota de mercado no Reino Unido», refere.

Tendo em conta a região, o total de vendas da Primark revelou um bom desempenho à medida que a retalhista continua a verificar um lucro significativo na participação de mercado, com um crescimento de 2,5%, impulsionado pelo contributo dos novos espaços de venda.

De acordo com a cadeia de moda, mesmo que as vendas comparáveis tenham descido 1%, ainda «superaram um mercado total baixo de vestuário, calçado e acessórios, incluindo online».

Na Zona Euro, as vendas aumentaram 4,8% a moeda constante, mas caíram 2,9% nas vendas comparáveis, resultado da baixa performance na Alemanha. Já as vendas em Espanha e França evidenciaram um «crescimento excelente», à semelhança do desempenho da Itália e da Bélgica, que foi considerado «forte».

Excluindo a Alemanha, as vendas comparáveis caíram 1,1%, mas a Primark considera que há uma melhoria nas vendas comparáveis, visto que verificaram valores positivos no último trimestre do ano. Em Portugal, Espanha, França e Itália, o crescimento das vendas comparáveis também se confirmou.

Ao longo do ano, o espaço de vendas expandiu 8% e as contribuições das novas lojas em Bordéus, Sevilha e Liubliana «excederam as expectativas» da retalhista da ABF, que tem já agendada a abertura de novas lojas na França, Itália, Espanha e também na Europa Oriental.

Expansão constante

Nos EUA, a retalhista experienciou um «crescimento de vendas acentuado que, em conjunto com os custos operacionais reduzidos, resultaram numa perda operacional significativamente pequena», aponta. O crescimento foi conduzido pelo aumento das vendas comparáveis e pela «excelente comercialização» na loja de Brooklyn, onde foi implementada uma redução no espaço de venda em três lojas que contribuiu, de forma positiva, para cada uma dessas lojas.

Depois da boa receção dos consumidores americanos, a Primark tencionar abrir mais quatro lojas, duas delas previstas somente para o próximo ano. Se efetivamente tal se concretizar, será no American Dream, complexo de retalho e entretenimento em Nova Jérsia, que vai ser inaugurado na primavera, e também no Sawgrass Mills, na Flórida, no verão de 2020. Existe ainda planos para uma loja no Fashion District, em Filadélfia, e numa loja na State Street, em Chicago.

A ampliação dos espaços de vendas não fica por aqui e, para o próximo ano, está previsto que o aumento seja de aproximadamente 92.900 metros quadrados. No segundo semestre, a Primark pondera abrir 19 novas lojas e transferir ou expandir as lojas operacionais. Para a Alemanha, os planos são de redução no que diz respeito ao número de lojas. «Prevemos baixas de custo nos produtos e nas despesas gerais, mas o enfraquecimento da libra vai originar num declínio da margem. Esperamos que a descida das margens no primeiro semestre corresponda ao segundo semestre do ano fiscal», indica a retalhista.

«Os nossos negócios concluíram todos os preparativos práticos para o Brexit e os planos de contingência estão prontos, caso os negócios sofram algum contratempo no momento de saída», conclui.