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Primark cresce 20%

A Associated British Foods registou um aumento de 8% nas vendas do terceiro trimestre, impulsionadas por mais uma forte performance da sua cadeia de vestuário discount, a Primark. As vendas da insígnia cresceram 20% nas 16 semanas até 22 de junho. Tal como esperado, o valor representa um ritmo mais lento de crescimento do que na primeira metade do ano – quando as vendas totais da Primark subiram 24% e 7% em termos comparáveis –, com o frio em março e abril a afetar o comércio, segundo a empresa. O volume de negócios do terceiro trimestre da divisão de mercearia do grupo, cujas marcas incluem a Twinings, Ryvita e Ovaltine, subiu 7%, mas caiu 15% no seu negócio do açúcar. O grupo indicou, contudo, que continuou a fazer bons progressos nos ganhos por ação ajustados para o ano completo, em linha com as expetativas. Embora muitos retalhistas britânicos tenham enfrentado dificuldades com os consumidores a retraírem-se por causa da segurança no emprego e rendimentos esmagados, a Primark manteve-se na dianteira, com os preços baixos a atraírem os consumidores atentos aos preços e a impulsionarem as vendas em 22% no ano até à data. A AB Foods revelou que as vendas subjacentes na Primark, que tem 250 lojas no Reino Unido e na Europa e gera cerca de um terço do lucro do grupo, foram afetadas pelo frio de março e abril, mas acrescentou que as melhores condições meteorológicas desde então levaram a uma subida. A análise da performance da retalhista foi apoiada por Joseph Robinson, consultor principal na Conlumino, que afirma que «embora a Primark não tenha sido impermeável ao tempo anormalmente frio que afetou o país [o Reino Unido] em março e abril – experienciando um crescimento mais lento nas vendas comparáveis durante este período –, continua confortavelmente a ter performances superiores às das suas rivais. Não só a proposta da Primark está perfeitamente alinhada com o sentimento do consumidor no mercado britânico, como está a encontrar um crescente público mais do que recetivo nos mercados da Europa Continental, providenciando muitas oportunidades de potencial crescimento nos próximos anos». Em abril, a empresa ficou sob escrutínio depois de 1.129 pessoas terem morrido no colapso de um complexo industrial no Bangladesh, onde eram confecionadas roupas para várias marcas internacionais, incluindo a Primark. O colapso do Rana Plaza está entre os piores acidentes industriais do mundo e mostrou os riscos envolvidos com a procura da indústria mundial do retalho por produção barata. Em maio, foi lançado um novo acordo pelos sindicatos, assinado por 70 marcas, incluindo a Primark, que concordaram em aceitar responsabilidade legal pela segurança das suas fornecedoras no Bangladesh.