Início Arquivo

PRIME com 500 M€ em capital de risco

Com o conceito de «ambição» a destacar-se logo no primeiro slide na apresentação feita pelo Governo do relançamento do PRIME (Programa de Incentivos à modernização da Economia) no Europarque, em Santa Maria da feira, foi anunciada uma reafectação de 1500 milhões de euros de ajudas publicas neste programa, ao que se adicionaram 500 milhões de euros de reembolsos, sendo aplicáveis sob a forma de capital de risco. Para os objectivos principais de realinhar o PRIME com os objectivos do Plano Tecnológico, relançar o investimento empresarial e de reforçar a competitividade das empresas, a instrumentalização escolhida envolve reforçar os meios financeiros, vocacionar os recursos para o crescimento baseado na inovação e simplificar significativamente os processos de decisão, tendo sido estes dois últimos uma promessa reforçada neste evento por Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação. Outros dois instrumentos referidos consistem em acelerar a execução dos projectos, e a aprovação dos incentivos, sendo que estes últimos deverão ser adaptados às necessidades específicas de sectores, regiões ou mercados, tendo sido dado como exemplos o sector têxtil e do calçado, e o mercado espanhol.

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou aos cerca de 1500 empresários presentes no evento, que a concentração futura da ajuda pública será vocacionada para a área da inovação, do conhecimento, da tecnologia, da investigação e desenvolvimento, e acrescentou que, contrariamente aos anteriores Governos, o programa não vai servir para salvar empresas em dificuldades.

 

As ajudas públicas comunitárias – Nelson de Souza, o novo gestor do PRIME garantiu nesse dia que o relançamento do programa será feito com a maior brevidade, não necessitando de aprovação da Comissão Europeia –, e nacionais previstas neste programa, eram de 4100 milhões de euros a que se vêm agora adicionados os 500 milhões em capital de risco e 101 milhões de reserva de eficiência. Esta reserva é atribuída pela Comissão Europeia quando a performance dos programas co-financiados é considerada satisfatória. A Comissão de Acompanhamento do PRIME concluiu que nos primeiros cinco de sete anos de vigência (de 2000 a 2006), os sectores têxtil e mobiliário foram os mais cumpridores, que as metas de criação de postos de trabalho estão perto de serem atingidas (já vão em 91 por cento), e que mais de três quartos dos postos de trabalho foram criados na indústria, e no turismo, sobretudo por micro-empresas. Relativamente à capacidade de criação de riqueza, este relatório divulga que as empresas de alta e média intensidade tecnológica foram as que apresentaram maiores aumentos do valor acrescentado bruto (VAB), com acréscimos de 70 por cento, e as que mais cresceram em termos de produtividade – entre 46 e 54 por cento de aumento.