Início Notícias Têxtil

Procura alimenta investimento

A procura por não-tecidos descartáveis deverá crescer a bom ritmo nos próximos anos, o que está a levar os principais atores do sector a apostar na expansão dos seus negócios.

O crescimento, destaca o estudo da Textiles Intelligence publicado na mais recente edição da Technical Textile Markets, será, em parte, provocado por uma maior procura entre as classes média e alta na Ásia por bens de consumo que oferecem uma melhor performance e têm maior valor acrescentado, como fraldas e produtos de higiene feminina. Em paralelo, o mercado para toalhetes que podem ser deitados fora na sanita está a crescer fortemente.

«Refletindo o potencial de crescimento nestes mercados, vários produtores de não-tecidos estão a investir em novas linhas de produção numa tentativa de aproveitar as vantagens e aumentar as vendas», afirma a Textiles Intelligence. «Ao mesmo tempo, as novas linhas estão a proporcionar aos produtores as mais recentes tecnologias, que lhes permitem fabricar não-tecidos mais finos e leves que são mais baratos de produzir e satisfazem a procura por produtos de higiene menos grossos», acrescenta.

Segundo a Textiles Intelligence, a maior empresa mundial de não-tecidos, a Berry Plastics, anunciou planos para instalar uma nova linha de produção nos EUA para oferecer aos seus clientes materiais mais macios. Além disso, após a instalação da nova linha de cardação na sua unidade em Terno d’Isola, em Itália, a empresa lançou vários novos produtos para o mercado de higiene.

A Kimberly-Clark, que detém a marca de fraldas Huggies entre outras, está a acrescentar novas linhas para fazer fraldas e toalhitas de bebé em Singapura, enquanto continua a analisar mercados emergentes para aumentar os seus negócios de produtos de consumo. Além disso, está a aumentar a capacidade de produção usando a sua tecnologia Coform em quatro países, nomeadamente no Brasil, Colômbia, Singapura e Coreia do Sul.

A Fitesa efetuou recentemente vários investimentos em tecnologia spunmelt. Entre estes está uma nova linha que entrou em funcionamento em Peine, na Alemanha, no início de 2017, após a conclusão ainda em 2016 das novas linhas em Cosmópolis, no Brasil, e em José Iturbide, no México – que se seguiram a um investimento no ano anterior em Norrköping, na Suécia. Para o futuro próximo, a empresa deverá investir numa nova linha em Simpsonville, na Carolina do Sul, nos EUA.

Também a pensar nos tempos vindouros, a Glatfleter planeia investir 80 milhões de dólares numa nova linha para não-tecidos em Fort Smith, Arkansas, nos EUA. A linha de produção deverá começar no final de 2017 ou início de 2018.