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Prodsmart alavanca produtividade e emprego

O sistema de informação em tempo real da Prodsmart já está a transformar a linha de produção da Fonte e Faria e a posicionar a especialista na confeção de vestuário como uma fábrica digital. Entretanto, a startup portuguesa ajudou ao lançamento de uma bolsa de emprego industrial.

A Fonte e Faria, sediada em Barcelos, dedica-se ao corte, confeção e embalamento de vestuário, garantindo postos de trabalho a mais de 50 colaboradores.

Para cumprir os seus objetivos de crescimento, o empresário José Faria sentiu necessidade de investir numa solução que lhe permitisse saber, de forma precisa, o que se passava dentro das paredes da fábrica. A Prodsmart, startup portuguesa que transforma linhas de produção em fábricas digitais através de um sistema de informação que permite obter, em tempo real, dados sobre o desempenho dessas linhas, foi o parceiro escolhido, por se adaptar às metodologias de produção já existentes e à dimensão e especificidades da empresa.

O responsável da empresa que, até aqui, «passava parte do dia a anotar em papel os tempos de produção para depois introduzir num documento Excel e extrair algumas estimativas», consegue, desde junho de 2017, com a ajuda do sistema de informação em tempo real da Prodsmart, «olhar para um ecrã e ter uma visão geral da produção, que nos ajuda a controlar de forma automática os tempos de produção e a qualidade, permite otimizar alguns processos e programar de forma precisa as encomendas futuras, o que melhora a nossa produtividade». Para José Faria, «conseguir medir a produtividade geral e também de cada colaborador, de forma muito precisa, é também uma excelente ferramenta de motivação, ao permitir a criação de um prémio de produtividade».

Gonçalo Fortes, CEO da Prodsmart, considera a Fonte e Faria «um excelente exemplo de uma pequena empresa portuguesa que reúne anos de conhecimento e experiência em chão-de-fábrica com a ambição e vontade de modernização, trazida pela nova geração. O que apontavam como uma das suas maiores limitações, que era ter uma visão precisa e completa dos seus processos, é agora descrita como uma das principais mais-valias da implementação da nossa solução».

José Faria

A Fonte e Faria, que produz uma média de 3 mil peças diárias e está auditada para trabalhar com marcas como a Calvin Klein, Tommy Hilfiger e grupo Inditex, entre outras, tem atualmente mais de 30 utilizadores registados na solução Prodsmart e pretende, num futuro próximo, complementar a solução já implementada com «a leitura automática de códigos de barras, para nos permitir ser ainda mais rápidos e competitivos», revela José Faria.

Bolsa de emprego industrial online

A par desta intervenção focalizada, a Prodsmart tem também ajudado transversalmente a indústria têxtil e, em 2017, anunciou a criação do Dia Nacional da Manufactura.

A data, segundo a empresa, tem como objetivo «abrir as portas da indústria portuguesa à comunidade para que todos possam perceber como esta funciona e como são feitos os objetos que utilizamos todos os dias». Este ano, a iniciativa acontece no dia 4 de outubro, mas, até lá, há uma boa-nova fazer mexer a indústria.

Como resposta às estimativas do sector, que apontam para a necessidade de 28 mil trabalhadores, foi lançada recentemente uma Bolsa de Emprego para reunir as oportunidades existentes na indústria e ajudar as empresas a recrutar.

A bolsa arranca com 40 vagas de mais de 10 empresas de Norte a Sul do país, para funções de soldadura, serralharia, costura, entre outras. Grande parte das vagas destina-se a funções a tempo inteiro e qualquer empresa do sector pode adicionar as suas vagas no website.

Gonçalo Fortes

«A indústria portuguesa precisa de se modernizar, tanto para fazer face à procura existente como para se tornar atraente para os jovens. Todos os dias ajudamos pequenas e médias empresas a largarem de vez os blocos de papel e o Excel e quisemos ajudá-los também a digitalizar os seus processos de recrutamento. Sentimos que o sector confia em nós e queremos retribuir esse apoio, o que nos leva a sair da nossa área de negócio e procurar soluções que facilitem a vida das empresas que contam connosco», afirma Gonçalo Fortes.

A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, apoia à iniciativa.

«É inegável que existe um desencontro entre a oferta e procura em vários segmentos do mercado de trabalho. Apesar da boa evolução registada na taxa de desemprego, ainda persistem muitas pessoas por colocar. Por outro lado, as empresas – nomeadamente industriais – referem a dificuldade de contratar recursos humanos para fazer face ao volume crescente de encomendas. Todas as iniciativas que promovam que a oferta se aproxima à procura são bem-vindas. Por esta razão, a Secretaria de Estado da Indústria apoia ativamente este projeto», justifica.