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Produção de vestuário cresce no mundo

O primeiro trimestre foi de crescimento para a produção de vestuário, com ganhos registados tanto nos países desenvolvidos como nas economias em desenvolvimento.

A produção mundial ganhou mais força nos primeiros três meses de 2017, prosseguindo a tendência positiva registada em 2016, de acordo com a mais recente atualização das estatísticas de produção mundial da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

O relatório mostra que a produção mundial total subiu 3,7% no primeiro trimestre do ano, em comparação com igual período de 2016, visivelmente acima do crescimento médio de 2,6% observado no ano passado.

A má notícia, contudo, é que o crescimento na produção de têxteis e vestuário ficou abaixo da média mundial para a produção no geral. A produção de têxteis subiu apenas 2,3% de janeiro a março, em comparação com o mesmo trimestre de 2016, enquanto a produção de vestuário aumentou 2,6%.

A produção de têxteis verificou um crescimento de 3,8% em termos anuais nas economias industriais em desenvolvimento e emergentes, mas caiu 1,2% nas nações industrializadas. Em comparação com o trimestre anterior, a produção foi 1,2% mais baixa, com um declínio de 1,6% nos países em desenvolvimento e de 0,2% nos industrializados.

A produção de vestuário, por seu lado, evidenciou um aumento de 3,8% em termos anuais nos países em desenvolvimento e um declínio de 2,2% nos países industrializados. Todavia, em comparação com o trimestre anterior, a produção mundial de vestuário subiu 1,7%, com um crescimento de 2,1% nas economias em desenvolvimento e de 0,4% nas industrializadas.

No conjunto de todos os sectores, a produção total nos países desenvolvidos subiu 1,9% nos primeiros três meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. A produção na Europa aumentou 1,4%, enquanto na América do Norte o crescimento foi de 1,1%.

As economias em desenvolvimento e emergentes revelaram um crescimento bastante mais elevado (6%) durante o mesmo período. As economias da América Latina deram sinais de recuperação, atingindo taxas de crescimento positivas pela primeira vez desde uma recessão prolongada nos últimos anos. As taxas de crescimento mais elevadas foram, contudo, conseguidas nas economias em desenvolvimento na Ásia – a China, a maior produtora mundial, registou um aumento de 7,6% – enquanto a produção em África subiu 5,7% no primeiro trimestre de 2017.

Analisando a produção mundial como um todo, a Unido afirma que as perspetivas estão a melhorar. «Embora o grau de incerteza se tenha mantido em grande parte o mesmo, os números recentes apresentados neste relatório sugerem que as perspetivas de um crescimento industrial sustentado estão a melhorar tanto nas economias industrializadas como nas emergentes e em desenvolvimento», pode ler-se no relatório.