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Produção mundial a todo o vapor

Os anos de 2017 e de 2018 deverão ser positivos para a produção mundial, seguindo a tendência já sentida no ano passado. Embora a tónica seja, no geral, positiva, o mais recente relatório do FMI destaca, como preocupações, as mudanças fiscais americanas, as políticas chinesas e os riscos associados às negociações do Brexit.

O crescimento da produção mundial deverá manter-se em curso em 2017 e 2018, de acordo com novos dados, graças às implicações macroeconómicas das mudanças políticas nas duas maiores economias mundiais: os EUA e a China.

De acordo com as previsões económicas mundiais de julho do Fundo Monetário Internacional (FMI), a produção mundial deverá crescer 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018. Estas taxas seguem-se a um crescimento estimado em 3,2% em 2016, refletindo um crescimento muito maior no Irão e uma atividade mais forte na Índia, após a revisão das contas nacionais.

«O crescimento no primeiro trimestre de 2017 foi mais alto do as previsões económicas de abril em grandes economias emergentes e em desenvolvimento, como o Brasil, a China e o México, e em várias economias desenvolvidas, incluindo o Canadá, França, Alemanha, Itália e Espanha», indica a atualização das previsões.

A atividade económica deverá acelerar, tanto nas economias desenvolvidas como naquelas em desenvolvimento, para 2% e 4,6%, respetivamente, em 2017. O crescimento previsto para 2018 é de 1,9% para as economias desenvolvidas e de 4,8% para as economias emergentes e em desenvolvimento.

O crescimento na China deverá permanecer em 6,7% em 2017, o mesmo nível de 2016, e deverá abrandar apenas ligeiramente, para 6,4%, em 2018, revela o documento do FMI. A previsão para 2017 foi revista em alta em 0,1%, refletindo o resultado final mais forte do que o esperado no primeiro trimestre do ano, impulsionado pelo afrouxamento de políticas anteriores e reformas do lado da oferta (incluindo esforços para reduzir o excesso de capacidade no sector industrial).

Já o crescimento na Índia deverá recuperar ainda mais em 2017 e 2018. Embora a atividade tenha abrandado após a iniciativa governamental de troca de notas, o crescimento em 2016 – de 7,1% – foi mais alto do que o antecipado devido aos elevados investimentos do governo e a revisão dos dados mostra um dinamismo mais forte na primeira metade do ano.

Com a retoma no comércio mundial e reforço da procura interna, o crescimento nas cinco economias fundadoras da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático)  – Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia – deverá continuar robusto, com uma taxa de 5%.

Na Europa emergente e em desenvolvimento, o crescimento deverdestaca que, no final de junho, meiro trimestre de 2017.

isr do ano.revis\air o ecesso de olvimento.armazenada no fio, permitiná ganhar força em 2017, sobretudo impulsionado por uma previsão de crescimento mais elevado na Turquia, onde as exportações tiveram uma forte recuperação no último trimestre de 2016 e no primeiro trimestre de 2017.

Em termos de taxas de câmbio, o relatório destaca que, no final de junho, o dólar americano tinha desvalorizado cerca de 3,5% em termos efetivos desde março, enquanto o euro valorizou por uma taxa semelhante, graças a um aumento de confiança na recuperação na Zona Euro e um declínio do risco político.

Da mesma forma, as mudanças nas taxas de câmbio em mercados emergentes têm sido modestas, com alguma valorização do peso mexicano, provocada por uma política monetária mais restrita e menos preocupações com potenciais problemas comerciais com os EUA, e a desvalorização do real brasileiro no seguimento da incerteza política.

Em termos futuros, o FMI adverte que, apesar da diminuição dos riscos relacionados com eleições, a incerteza política continua num nível elevado e pode aumentar mais, refletindo – por exemplo – as políticas fiscais e regulamentares dos EUA, atualmente difíceis de prever, as negociações para os acordos pós-Brexit e riscos geopolíticos. Isso, aponta o FMI, pode afetar a confiança, travar o investimento privado e enfraquecer o crescimento.

O relatório também destaca tensões financeiras, sobretudo na China, onde uma falha na resposta aos riscos do sector financeiro e ao crescimento excessivo do crédito pode resultar num abrandamento abrupto do crescimento, com efeitos secundários negativos para outros países.