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Produtores chineses aumentam capacidade após 2005

Mais de 91% dos fornecedores de vestuário localizados na China estão a planear expandir a sua capacidade produtiva, após a última fase de eliminação das quotas de importação. Esta informação foi avançada no relatório “China Supplier Survey: Summer Garments 2005 Buying Season”, publicado peloGlobal Sources e elaborado com base na opinião de 205 empresas exportadoras chinesas. Deste total, cerca de dois terços planeia aumentar a sua capacidade produtiva em mais de 20% após a liberalização do comércio têxtil internacional.

 

Segundo a opinião dos exportadores chineses, a maioria (92%) antevê um crescimento no volume de vendas para a estação do Verão 2005. Mais de 60% acredita que o aumento das vai ser superior a 10%, enquanto 24% acredita num aumento superior a 25% no volume de vendas.

 

Mais de 50% dos inquiridos planeia desenvolver a sua capacidade produtiva entre 20% a 50% através da admissão de mais operários e do desenvolvimento das suas unidades produtivas, encontrando-se também em consideração a aquisição de equipamento produtivo adicional. Cerca de um terço dos inquiridos está a planear a criação, ou já iniciaram a construção, de novas unidades produtivas de vestuário.

 

De acordo com Michael Kleist, editor da revista “Asian Sources’ Fashion Accessories & Supplies”, cuja equipa foi responsável pela realização do inquérito, referiu que as empresas chinesas exportadoras estão a prepara-se para o aumento de encomendas. De acordo com Kleist, muitos produtores estão a preparar-se para dar resposta aos avisos feitos pelos seus clientes nos EUA e na Europa, no sentido de estarem preparados para o aumento de encomendas, caso as quotas não sejam substituídas por outras restrições comerciais.

 

Entre os inquiridos, 75% dos exportadores considera que a União Europeia será um foco de crescimento após a eliminação das quotas, enquanto 68% considera que os EUA são o mercado com maior potencial.

 

A China é actualmente o principal exportador mundial de vestuário. Diversos países de todo o mundo têm expresso os seus receios de que a China venha a aumentar o seu domínio no mercado a tal ponto que os produtores de países menos desenvolvidos assistirão ao colapso da sua indústria (ver notícia noPT).