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Promoções afectam Levi’s

A Levi Strauss&Co registou um lucro trimestral mais baixo, tendo sido forçada a reduzir os preços das calças de caqui da Dockers e dos jeans Levi’s para aumentar as vendas. A resistência dos consumidores a pagar preços totais surge numa altura em que a Levi Strauss e outros rivais, como a Guess Inc, estão a tentar passar os custos mais elevados com o algodão para os consumidores. «Não se vai ver preços dramaticamente mais baixos no algodão nos próximos seis a 12 meses», referiu o director financeiro da empresa, Blake Jorgensen, à Reuters. Jorgensen indicou que os preços mais elevados com os combustíveis estão também a alimentar a resistência dos consumidores, sobretudo dos compradores com rendimentos modestos. A empresa, privada, revelou que o lucro do primeiro trimestre foi de 40,7 milhões de dólares (28,07 milhões de euros), menos 28% em comparação com os 56,4 milhões de dólares no mesmo trimestre do ano anterior. As margens brutas desceram 1,7%, para 49,8% do volume de negócios, durante o trimestre do Natal devido a mais descontos, que Jorgensen justificou pela necessidade de «ser relativamente agressivo» para gerar vendas e liquidar inventário para ganhar espaço para os produtos de Primavera. A Levi Strauss indicou ainda que tem recebido encomendas mais comedidas por parte de cadeias de department stores como a Macy’s Inc, a J.C.Penney e a Kohl’s Corp, dando eco às preocupações expressas pela Guess quando revelou os seus resultados em Março. Jorgensen reconheceu igualmente que os descontos na Dockers mostram que a Levi Strauss ainda tem espaço para progredir nos seus esforços de reinventar essa linha de calças. «A batalha com a Dockers é que estamos a tentar reacender uma categoria que se tornou obsoleta», considera Jorgensen. O volume de negócios, contudo, que inclui as vendas e os resultados das licenças, aumentou 3,8%, para 1,12 mil milhões de dólares durante o trimestre terminado a 27 de Fevereiro, ajudado por um aumento das vendas na Ásia e pela melhoria no negócio grossista nos EUA. Na região das Américas, onde a Levi Strauss faz metade do seu negócio, o volume de negócios aumentou 9%. Já o volume de negócios na Europa aumentou 2%, ou 6% a taxas de câmbio constantes e na Ásia, o crescimento foi de 18%, ou 12% excluindo flutuações de câmbio.