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Promoções esmagam margens

Nos últimos anos, cada vez mais cedo as promoções de Verão vêm antecipar a tradicional época de saldos. Sejam uns modestos 10% ou uns heróicos 70%, os descontos sucedem-se nas montras por todo o país.

 

Com reduções nos preços tão acentuadas, o consumidor começa a questionar a diferença entre saldos e promoções, que segundo fonte da CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal), é “meramente legal, pois os saldos só podem realizar-se em dois períodos claramente limitados por lei – de 7 de Agosto a 30 de Setembro e de 7 de Janeiro a 28 de Fevereiro”.

 

Por seu lado, as promoções “podem ocorrer pontualmente, desde que não incidam sobre a totalidade do stock de produtos em oferta”.

 

Este recurso às promoções, cada vez mais frequente e por períodos de tempo mais alargados, acaba por tirar o sentido e propósito à lógica dos saldos propriamente dita, pois “quando chega o período de saldos, o consumidor já não consegue avaliar a verdadeira redução, uma vez que os mesmos produtos já se encontravam em promoção”, refere a Deco.

 

Ainda de acordo com a CCP, “as promoções acabam por ser um tiro no pé dos próprios comerciantes, já que ao fazerem descontos tão elevados, vêm as suas margens de lucro esmagadas”.

 

Ainda que a “febre” dos descontos estimule algumas carteiras, a maioria dos comerciantes afirma que o poder de compra do consumidor continua muito fraco.