Início Arquivo

PV conquista a camisola amarela

A criatividade e a capacidade de apresentar colecções e serviços inovadores, renovados sessão após sessão, foram os pontos fortes das empresas reunidas na Première Vision Pluriel. Uma força que fez a diferença e atraiu a Paris-Nord Villepinte milhares de compradores internacionais em busca de produtos definidores das suas próximas colecções. Foi este potencial único no universo da moda, em perfeita adequação com as expectativas de um mercado em evolução, que assegurou aos seis salões da Première Vision Pluriel (Première Vision, Expofil, ModAmont, Indigo, Le Cuir à Paris e Zoom by Fatex) esta posição de “arma anti-crise”. A edição que teve lugar entre 10 e 13 de Fevereiro de 2009 demonstrou isso mais uma vez: embora a frequência tenha sido menor, com pequenas variações de salão para salão, no conjunto, os 1.479 expositores regozijaram-se por terem encontrado grandes compradores de todo o mundo e declararam-se satisfeitos com os contactos e as encomendas feitas durante os quatro dias do certame. Na estreia da Lemar nesta feira, Fátima Silva, assistente de administração, revelou que «estabelecemos contactos com muitos espanhóis, muitos franceses, holandeses, belgas, ingleses e norte-americanos. Ficamos muito bem impressionados nesta nossa primeira participação na Première Vision». Também Baltazar Lopes, director comercial da Albano Morgado, não saiu decepcionado: «a Première Vision esteve à altura das nossas expectativas». A Lemar e a Albano Morgado foram duas das 19 empresas portuguesas que marcaram presença na Première Vision Pluriel integradas numa delegação da Associação Selectiva Moda, no âmbito do quadro de apoios do Qren. No total, estiveram presentes 28 expositores portugueses. Em destaque esteve também a LMA (ver entrevista Jornal Têxtil), a empresa que “vestiu” as hospedeiras do evento com uma camisola amarela especialmente desenvolvida em parceria com a também portuguesa Petratex e que foi usada nas diferentes edições da Première Vision – Nova Iorque, Paris, Moscovo e Pequim – para a Primavera/Verão 2010, estação esta convenientemente baptizada SS0, para marcar o início de um novo ciclo Criatividade, inovação, capacidade de adaptação: mais do que nunca, os compradores das marcas querem voltar a centrar-se no essencial e «procuram produtos de diferenciação», explica Philippe Pasquet, director da feira. Fiéis ao encontro de Paris, permaneceram 38.945 profissionais do têxtil de moda, dos quais 27.834 internacionais, que descobriram os últimos desenvolvimentos da oferta de tecidos para a Primavera-Verão 2010 e as primeiras orientações dos fios para o Outono-Inverno 2010/2011. Os visitantes provenientes dos grandes mercados mantiveram-se a um nível inigualável em relação a outras feiras do sector: da América do Norte registaram-se 1.410 visitas, do Japão 1.292 e da Coreia 426. Na Europa, excluindo a França, foi o Reino Unido que encabeçou a lista dos países visitantes, seguido pela Alemanha, Itália e Espanha. Na Première Vision estiveram presentes 682 expositores provenientes de 28 países, que redobraram a criatividade e as propostas inéditas que permitem construir colecções diferentes para melhor fazer face à conjuntura. Foi o caso das empresas portuguesas, que levaram produtos tecnologicamente avançados – como o novo tipo de tecido em 100% lã da Paulo de Oliveira, com performances ao nível da recuperação, elasticidade e conforto; a malha com polipropileno tingida em peça da A. Sampaio & Filhos; ou os acabamentos nanotecnológicos, que conferem repelência à água, à sujidade e ao óleo da Fitecom –, mas também fortes apostas em materiais ecológicos e sustentáveis – artigos com a utilização de algodão orgânico, bambu e poliéster reciclado da Living Colours ou as diversas misturas de fibras recicladas e algodões orgânicos da Lemar –, sem esquecer uma forte componente moda – como as cores naturais, efeitos de nervura e as suaves combinações de tom sobre tom em tecidos de lã de qualidade superior da Albano Morgado; as estruturas em xadrez e falso liso da Beiralã; os cetins coloridos, relevos, superfícies enrugadas e riscas jacquard e dobby da Somelos Tecidos ou os micro-desenhos da Texwool. De resto, a delegação portuguesa apresentou igualmente as suas colecções para a Primavera-Verão 2010 no Fórum de Tendências concebido pelo Citeve, cujo objectivo era realçar as mais-valias dos tecidos nacionais. Do lado dos visitantes profissionais, a oferta convidava à compra. «Vimos à Première Vision por causa das tendências e para comprar os estampados e em cada edição somos surpreendidos pelo que encontramos Achamos que a Première Vision é mais vanguardista do que outras feiras para as orientações de moda», considera Louise Richards, designer de vestuário infantil da marca Tu, da Sainsbury’s. O próximo encontro da Première Vision Pluriel já está marcado, para de 15 a 19 de Setembro, com a promessa de manter os níveis de qualidade a que já habituou visitantes e expositores.