Início Arquivo

PVH mantém-se confiante

A PVH Corp, cujo portefólio de marcas inclui a Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Van Heusen, Izod, Arrow ou Warner’s, divulgou um lucro ajustado de 122,1 milhões de dólares, ou 1,47 dólares por ação, para o trimestre concluído no dia 5 de abril, evidenciando uma queda em relação aos 155,6 milhões de dólares, ou 1,91 dólares por ação, registados no ano passado. O lucro ficou abaixo das estimativas dos analistas de 1,49 dólares por ação e a margem bruta também diminuiu na América do Norte. Apesar das pressões do primeiro semestre, exacerbadas pela atividade promocional intensificada na América do Norte, Emanuel Chirico, CEO da PVH, afirmou aos analistas que a empresa sente-se bem posicionada para o resto do ano, com uma sólida base de negócio. Os resultados levaram a PVH a diminuir a sua orientação para os ganhos por ação no ano inteiro, o que o analista John Kernan acredita refletir «um ambiente difícil para as marcas com forte exposição ao vestuário, juntamente com a continuidade dos investimentos da PVH na Calvin Klein». «A nossa orientação para o segundo trimestre reflete a continuação de um ambiente altamente promocional na América do Norte, na maioria dos canais de distribuição, o que irá afetar negativamente a nossa margem bruta, à medida que os nossos clientes e concorrentes registam inventários acima do planeado», referiu Mike Shaffer, CFO da PVH. No entanto, Shaffer revelou que a empresa espera um aumento da margem bruta ao nível anual. Uma evolução que seria apoiada por menos atividade promocional e pelo crescimento nos seus mercados internacionais. Referindo-se ao ambiente promocional na América do Norte, na segunda metade do ano, Emanuel Chirico explicou que «estamos a olhar para um ambiente menos promocional do que vimos no segundo trimestre. Acho que há mais oportunidades no terceiro e no quarto trimestre a partir de um ponto de vista da margem, para superar o ponto em que estávamos no ano passado, do que havia no primeiro semestre do ano». Chirico considera que capitalizar sobre o crescimento «significativo» no seu negócio de jeans na América do Norte e na Europa será «crítico» para a empresa daqui para a frente. O analista da RBC Capital Markets, Howard Tubin, observou que «as questões do tempo e um ambiente macroeconómico volátil desafiaram o negócio até agora no primeiro semestre de 2014. No entanto, continuamos a acreditar que a história fundamental permanece inalterada. Independentemente das forças externas a pressionarem os negócios ao longo dos próximos meses, acreditamos que existem no futuro oportunidades significativas para a PVH». Essas oportunidades, que Tubin descreve como «abundantes», incluem uma série de novas iniciativas em curso no outono, que diz poderem servir para compensar a primeira metade mais difícil do ano. Uma dessas iniciativas será um investimento no seu negócio Calvin Klein. Em março, a PVH traçou um plano de seis pontos para a marca, que pretende melhorar o seu desempenho, ainda sob pressão na Europa. Isto incluirá uma reforma completa e uma atualização na qualidade e no design do produto jeans, melhor embalagem para o negócio de roupas íntimas e mais investimento na base dos desenhos técnicos de roupas íntimas de mulher. O CEO afirmou que «estamos muito confiantes das nossas iniciativas na América do Norte. A Europa é apenas mais desafiadora por causa do posicionamento da marca e do que é preciso acontecer e até onde temos de levar a marca. Mas estamos a tomar todas as medidas certas e todos os investimentos certos para uma meta de longo prazo do negócio Calvin Klein [na Europa]». Por seu lado, John Kernan acredita que a expansão global da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger permitirá que cada uma ganhe quota de mercado adicional no vestuário e acessórios. O que, conclui o analista, deverá ficar refletido na margem do grupo.