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Quadros da Fisipe obrigados a lançar OPA

A  Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)  vai obrigar os quadros da Fisipe a divulgar um anúncio preliminar de Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da empresa, depois de a CUF, accionista maioritário ter divulgado uma operação de ‘management-buy-out’ (MBO) por parte de três administradores.

João Dotti, actual presidente da Fisipe, e dois administradores, João Castro Pereira e José Contreiras, adquiriram à CUF, do grupo José de Mello, 86% da Fisipe através de uma operação que não implicou o lançamento de uma OPA. Os três administradores compraram a Negofor, uma sociedade instrumental que era detida a 100% pela CUF e que tinha como único activo os 86% da Fisipe. A CMVM considerou que esta operação não estava de acordo com a legislação em vigor e determinou que a Negofor será obrigada a lançar uma OPA obrigatória, procedendo «à rectificação imediata do comunicado da participação qualificada na Fisipe», segundo um comunicado emitido ontem. Caso a Negofor não lance a OPA obrigatória, a lei refere que os accionistas em causa terão uma inibição dos direitos de voto durante cinco anos.

A Fisipe realizou uma assembleia-geral, em que a ordem de trabalhos foi a alteração do conselho de administração, tendo em conta a operação de MBO. Lembramos que, como foi referido em artigo anterior, o actual presidente da Fisipe, afirmou no passado mês de Outubro, que se fosse obrigado a lançar uma OPA sobre o restante capital da empresa, os administradores não teria capacidade financeira para o fazer.