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Quem mais apoia a ITV?

A última edição da Intertextile Shangai serviu de palco para um inquérito lançado pelo JT com o objectivo de perscrutar os apoios institucionais para a internacionalização das empresas italianas, japonesas e coreanas. Afinal quem mais apoia a ITV?

  1. Que apoios dão às empresas na deslocação à Intertextile Shanghai?
  2. Que campanhas de comunicação são feitas, previa ou simultaneamente?
  3. São as empresas que vêm ter com o ICE para propor as feiras ou é o ICE que as propõe às empresas?
  4. Qual a opinião sobe esta edição da Intertextile Shanghai?
  5. Quais são os planos para o futuro?

ICE – Istituto Nazionale per il Commercio Estero – Maurizio Forte

  • 1. Nesta feira damos um apoio de 50% às empresas, depois de uma aprovação do orçamento disponível para estas áreas por parte do Ministro do Comércio Externo. Geralmente ponderamos os apoios com o retorno da feira: nas com mais retorno garantido apoiamos menos, e vice-versa. No caso de uma feira gastronómica, por exemplo, podemos chegar a apoiar com 90% das despesas pagas.
  • 2. Temos uma campanha em revistas e apostamos em artigos trabalhados em conjunto com o nosso departamento de comunicação, juntamente com o envio de direct-mailing para as entidades que consideramos mais interessantes.
  • 3. Recebemos a dotação orçamental do Ministro, e depois reunimo-nos com as associações, que por sua vez se reunirão com as empresas, onde o processo é bilateral, crescendo na conjugação das ideias das associações e das empresas. Mas neste caso de se estar a debater uma vinda à China, todas as empresas querem vir.
  • 4. Esta edição correu muito bem, com muitos visitantes, e para já a nossa aposta é aqui em Xangai, pois como não podemos ir a todas as feiras na China, escolhemos a mais forte, que é esta.
  • 5. Vamos tentar ter um pavilhão deste tamanho novamente (1050 m2) no ano que vem, mas ainda falta o ministério nos aprovar financeiramente esta intenção. É preciso recordarmo-nos que depois dos EUA, a China é o nosso principal mercado. Este ano realizámos cinquenta iniciativas na China, quer empresariais – estabelecimento de parcerias, ou visitas de Estado, como a recepção de 1000 empresas que o nosso Primeiro Ministro teve em Nangjing, por exemplo – quer culturais – como a exposição «Italy made in Art», que esteve no museu de Xangai até ao Verão -, naquilo que considerámos o Ano de Itália na China. E em 2007 queremos começar a colher os frutos do que temos vindo aqui a semear…

Jetro – Japan External Trade Organization – Hajime Satow

  1. Damos um apoio financeiro de 50% às empresas que se queiram deslocar à Intertextile de Xangai, mas concentrámo-nos mais em ajudar as pequenas e médias empresas, pois as grandes já vieram por elas próprias. Para além deste apoio, como o nosso objectivo é promover as exportações para o mercado chinês, e para este lado ocidental do nosso país, combinámos previamente um match-making das nossas empresas com operadores de outros países para estes dias.
  2. Fazemos publicidade nas principais revistas e jornais da especialidade, e mandámos convites para alguns dos principais empresários e clientes.
  3. Os resultados nascem da conjugação dessas duas iniciativas, fruto de reuniões onde as empresas fazem propostas e nós também.
  4. Estamos satisfeitos por estar numa feira com esta dimensão, com um constante aumento de expositores e de visitantes, e significando um aumento efectivo de negócios e de resultados. Nota-se que a qualidade dos clientes este ano é maior. Estamos conscientes que neste momento esta é uma das principais feiras do mundo.
  5. Este ano temos dois grandes projectos na área da moda, com uma aposta em Xangai e outra em Pequim, onde neste momento estamos a apostar mais, pois lá ainda não somos suficientemente conhecidos. Estamos optimistas em relação ao próximo ano, dado o enorme crescimento que este mercado tem apresentado, com um número de clientes cada vez maior, e cada vez mais interessantes.

Korea Fashion Textile Association – Young-sang, Yoon

  1. Neste momento damos um apoio de 50% nas despesas inerentes à presença das nossas empresas aqui. Já temos a confirmação de mais empresas para a edição do ano que vem.
  2. Não fazemos, pois os chineses já conhecem muito bem os artigos dos seus vizinhos coreanos.
  3. Acabam por aparecer as duas propostas, a das empresas e a nossa, de que resultam as deslocações às feiras que nos parecem, a todos, mais importantes
  4. Estamos muitos satisfeitos com esta edição, mas nem temos tempo para responder a todas as solicitações, pelo que vamos propor à organização alargar mais uma hora o horário da feira.
  5. A China é o líder da economia asiática, está cada vez mais estável politicamente e está a crescer 10% ao ano. E Xangai então ainda está a crescer mais (12%), sendo o seu porto o mais movimentado do mundo e está a receber todas as operações comerciais e financeiras que se sedeavam em Hong-Kong, formando portanto o mercado mais interessante da China neste momento. Claro que os restantes países vizinhos ganham também com isto, e este é um mercado com um potencial de consumo enorme. E creio que há um espaço muito importante para nós, pois enquanto que os italianos, por exemplo, apostam sobretudo nos artigos moda, e os japoneses nos artigos funcionais, nós estamos a apostar na produção de produtos 40% moda e 60% funcionais.