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Quick Response: uma mais-valia para os têxteis – Parte 2

A implementação de um sistema deQuick Response envolve as seguintes vertentes:

 

Análise ambiental: como um importante elemento da gestão estratégica, contribui através da supervisão e compreensão dos ambientes das operações e macro.

Capacidade deQuick Response (resposta rápida): é essencial conjugar várias infra-estruturas de modo a servir eficazmente um mercado muito volátil dominado pelo baixo volume de encomendas, pelo que as organizações devem recorrer ao código de barras e ao EDI, para obter e transmitir os dados em tempo real.

Gestão da cadeia de produção: são vitais técnicas de gestão da cadeia de produção, como ojust-in-time e o restabelecimento de stocks por parte dos retalhistas, para a conseguir a integração entre fabricantes e retalhistas, construindo canais capazes de operações coordenadas.

Diversidade dos mercados: os fabricantes de vestuário devem procurar nichos de mercados de elevada qualidade, para conseguirem competir usando as suas capacidades, e as estações mais curtas e artigos de moda aparecem como consequências inevitáveis desta evolução.

Aptidões e formação: como os trabalhadores qualificados são cada vez mais escassos neste sector, impõe-se uma verdadeira política de formação e qualificação profissional, como elemento diferenciador da força de trabalho.

Controlo de desempenho: além da qualidade, custo e eficiência, o valor do sistema deQuick Response pode ser igualmente aferido através dos graus de flexibilidade, velocidade de fabrico e inovação e diversidade dos produtos.

Inovações tecnológicas: esta aposta reforça obviamente a competitividade, e embora muitas empresas não possuam a capacidade financeira para desenvolver pesadas estruturas tecnologicamente avançadas, devem no entanto focar-se em aspectos específicos da sua actividade.

Embora as organizações da indústria dos têxteis e vestuário possam beneficiar individualmente da implementação de sistemas de Quick Response, é a fileira completa – incluindo os fabricantes, fornecedores de matérias-primas e retalhistas – que mais tem a ganhar com esta abordagem.

AWrangler e aWal-Mart praticam oquick response através da coordenação dos fluxos de trabalho.

AWal-Mart vende aproximadamente 100.000 pares dejeansWrangler todos os dias.

Por sua vez, aWrangler responde a esta procura através do VMR (Repositor Gerido pelo Retalhista), de forma a manter as lojas daWal-Mart permanentemente abastecidas e centralizando todas as comunicações relativas às vendas e provenientes dos diferentes pontos de venda da referida cadeia.

Depois, aWrangler divide as suas peças por modelo, tecido e cor, para fornecer o stock daWal-Mart.

Isto ajuda o fornecedor (Wrangler) a servir melhor o retalhista (Wal-Mart), mantendo um nível óptimo de mercadoria nas suas prateleiras.

Melhorias semelhantes foram adoptadas pelaZara, o gigante do retalho que gera 2.000 milhões de dólares, e que cria e comercializa 12.000 peças diferentes por ano, e que implementou um sistema dequick response entre as suas lojas, as centrais de compras e os seus fornecedores.

Com ciclos de produção inferiores a 15 dias e reposições nas lojas em cada quinzena, aZara sentiu um acréscimo de 25% nas vendas das lojas e de 34% nos lucros anuais, num sector onde predominam as dificuldades e a recessão.

Na Índia, a indústria têxtil local transformou-se em pronto-a-vestir.

A introdução deste sistema no sector do vestuário indiano deverá passar dos actuais 50% para os 75%, nos próximos anos.

Além disso, as exportações de vestuário pronto-a-vestir deste país já estão a crescer à taxa anual de 15%, contribuindo com 7,5 mil milhões de dólares, ou seja, quase 15% das exportações totais da Índia, iguais às exportações desoftware!

Ao nível global, o comércio mundial de têxteis e vestuário ultrapassa os 300 mil milhões de dólares, e só o comércio entre países diferentes supera os 200 mil milhões de dólares.

Entre o design e a peça completa, podem passar 12-14 meses, com a produção dos artigos a consumir 5%-20% desse tempo, o que naturalmente afecta a eficácia e a rentabilidade de toda a cadeia de produção…

Em síntese, a grande meta doQuick Response assenta em stocks menores, maior satisfação dos clientes, mais lucros, e encomendas mais rápidas e frequentes.

Os retalhistas que conseguirem dar aos consumidores o que eles querem, onde eles querem, quando eles querem e ao preço que eles querem, serão os vencedores deste desafio!