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Quiksilver no bom caminho

O forte apelo dos desportos de prancha, levou a Quiksilver a conseguir um aumento das suas vendas em cerca de 23 por cento no segundo trimestre do ano.

 

A empresa espera que aconteça o mesmo durante o resto do ano e que a compra do fabricante de calçado para “skateboard”, a DC Shoes, venha a tornar-se «num catalisador significativo do nosso negócio», refere o director executivo Robert B. McKnight Jr.

 

As fortes iniciativas de marketing nacionais e internacionais ajudaram a empresa, sedeada na Califórnia, a alcançar lucros líquidos de 27,8 milhões de dólares, ou 47 cêntimos por acção, no que diz respeito ao trimestre terminado a 30 de Abril, sendo que no ano anterior tinham conseguido chegar aos 22.6 milhões de dólares ou 40 cêntimos por acção. Os rendimentos cresceram 23 por cento, chegando aos 322.6 milhões de dólares, marcados pelo fortalecimento das vendas internacionais.

 

A Europa seguiu os passos da América do Norte registando um aumento das vendas de 29 por cento, alcançando os 140.3 milhões de dólares, apesar da América do Norte ter firmado a sua liderança nas vendas com os impressionantes 16 por cento a caminharem para os 148.5 milhões de dólares. As vendas no muito mais pequeno mercado da Ásia/Pacífico também aumentaram 30 por cento para 33.2 milhões de dólares. McKnight qualificou este resultado como sendo o 10º trimestre consecutivo em que registam uma performance fora do comum. «A chave do nosso contínuo sucesso continua a ser a nossa clara visão sobre as nossas marcas, uma habilidade para traduzir a posição do nosso estilo de vida através do marketing, um compromisso para construir uma plataforma operacional global, e mais importante, a capacidade para desenhar e distribuir produtos que vão de encontro aos nossos clientes».

 

Na aquisição da DC Shoes, McKnight acrescentou que a empresa acabava de se dar a si própria «uma nova marca capaz de um crescimento significativo a uma escala global».

 

A Quiksilver tambem diminuiu a importância de um possível impacto de um sentimento mais formal na moda, prejudicando as vendas de vestuário casual, situação que tem preocupado os analistas. Marty Samuels, presidente do departamento das marcas de homem, afirmou que esta tendência é menos importante para os clientes da empresa do que a explosão de cor.

 

«Estamos a vender cores que têm sido vistas no mercado durante anos», afirmou acrescentado ainda que as novas cores significam que os velhos guarda-vestidos das pessoas se tornaram obsoletos e «isso revigorou o comércio a nível mundial».