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Químico lança pânico

Produtores e retalhistas de vestuário em pânico estão a enviar artigos para ser testados devido à descoberta de perigosos níveis de formaldeído em vestuário infantil fabricado na China.A directora do departamento de testes da divisão têxtil da AgResearch, Lorraine Greer, revelou que a agência tem sido "bombardeada" com pedidos de testes de diversos produtores e retalhistas nos últimos dias.Muitos queixaram-se de estar "às escuras" relativamente ao que constitui níveis seguros de formaldeído, um produto químico aplicado nomeadamente para conferir resistência ao bolor. A exposição prolongada a este produto pode causar problemas respiratórios e de pele.Para Lorraine Greer, o facto de muitos produtores têxteis e de vestuário não estarem conscientes dos níveis aceitáveis de formaldeído deve-se à inexistência de regulamentação por parte do Governo. «Tudo o que temos são linhas directrizes de outros países que variam muito de um país para o outro. Muitos produtores estão a testar muitos artigos devido a este programa, para terem a certeza que os têxteis que vendem não têm muito formaldeído, por isso penso que está a ter um efeito positivo».Scott Leathem, director da Agriquality, que testou o vestuário de criança produzido na China no programa Target da televisão neozelandesa TV3, afirmou que a empresa também registou «algum interesse» por parte da indústria têxtil e de vestuário desde que o assunto veio a público. A Agriquality encontrou níveis 900 vezes mais elevados que os considerados seguros pela Organização Mundial de Saúde no vestuário testado.Mas Greg Muir, presidente executivo da empresa de vestuário de criança Pumpkin Patch, afirmou que «apesar de muitas entidades da indústria do vestuário da Nova Zelândia terem sido alertadas para o formaldeído, o programa não trouxe nada que já não se soubesse e o Governo deveria adoptar os standards de segurança usados noutros países». Muir acrescentou ainda que as normas de segurança da Pumpkin Patch eram rigorosos e baseados nas normas de segurança dos produtores de vestuário do Japão, que tem um regime de testes mais rígido.O ministro da Saúde, Peter Hodgson, afirmou que não recebeu qualquer relatório oficial relativamente ao formaldeído mas em resposta à questão de Sue Kedgley, do Partido Verde, declarou que era improvável este causar problemas respiratórios e oncológicos. Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros ordenou já testes independentes a vários artigos de vestuário de adulto e criança provenientes de diversos países, mas não prestou quaisquer declarações.