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Quo vadis feiras?

A Associação de Comércio a Retalho de Têxteis alemã está preocupada com o desenvolvimento das feiras de moda alemãs. Há anos que se encontram em declínio. Na sequência de um longo processo de críticas e diminuição de expositores e visitantes, muitas feiras foram obrigadas a “fechar as portas”. E agora os comerciantes alemães começam a aperceber-se do papel importante destas para o sector. «É essencial parar com este processo de declínio das feiras», declara a Associação. «As feiras servem como ponto de encontro entre os comerciantes e os produtores, sobretudo nesta situação económica adversa. Aí é possível trocar informações e elaborar novas estratégias para ultrapassar a crise económica e estimular as vendas». As feiras também estimulam os fornecedores, pois fazem-nos entrar em concorrência directa em relação às colecções e aos conceitos de vendas mais eficazes – o que é positivo para o ramo. Ao mesmo tempo, a Associação questiona se os fornecedores que evitam o confronto directo oferecem produtos suficientemente competitivos em termos de qualidade e de preço para ganhar, numa comparação directa, aos seus concorrentes. Segundo a Associação de Comercio a Retalho de Têxteis alemã, a fuga para os showrooms fora das feiras também constitui um desenvolvimento negativo. É impossível exigir que o comércio a retalho visite todos estes locais. «O gasto de energia, tempo e dinheiro simplesmente não justifica as vantagens obtidas», considera um porta-voz da Associação. Por um lado, a dispersão da oferta diminui a capacidade de perspectivar globalmente as tendências no mercado e, por outro lado, aumenta as despesas tanto para os produtores como para os comerciantes. O comércio a retalho alemão está bem consciente da situação económica complicada em que os produtores se encontram. Compreende que é preciso diminuir as despesas, mas não aceita que isso seja realizado apenas à custa do comércio a retalho. Por conseguinte, a Associação propõe um compromisso entre os comerciantes e os produtores, devendo estes últimos reduzir as suas apresentações nas feiras ao mínimo necessário. É verdade que os comerciantes gostam de grandes stands, com muitos produtos e apresentados de forma o mais sofisticada possível. No entanto, compreendem que, na conjuntura actual, não podem ser tão exigentes e aceitam apresentações mais simples. Para a Associação é essencial que os produtores estejam presentes nas feiras. Por esta razão, lançou um apelo a todos os produtores para estarem presentes nas feiras alemãs mais influentes, pois a Alemanha, como maior mercado de moda na Europa, precisa de feiras fortes e representativas. A Associação não aceita que os compradores das grandes empresas alemãs de moda tenham de deslocar-se a outros países para se informarem acerca das últimas tendências do mercado e para efectuarem as suas compras.