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Quotas de fio de algodão na UE em 2003

As importações de fios de algodão da UE com origem na Síria continuaram a crescer de forma significativa em 2003, apesar da existência de outros fornecedores, de países com baixos custos de mão-de-obra, beneficiarem de um aumento significativo das encomendas. A posição da Índia e do Paquistão no mercado da UE, poderá ser beneficiada com a eliminação das quotas a partir do início de 2005.

 

De acordo com os dados do SIGL (Système Intégré de Gestion de Licenses), as importações autorizadas de fios de algodão (categoria 1) aumentaram significativamente em 2003. O total de importações sob licença aumentou 25% em termos de volume, após terem registado um aumento de 31% em 2002.

As importações da Síria continuaram a aumentar em resultado dos recentes investimentos realizados na sua indústria de fiação. As encomendas para a UE evoluíram das 12.000 toneladas registadas em 2001, para 36.248 toneladas em 2002, atingindo as 54.843 toneladas em 2003, ou seja, um aumento superior a 450% em dois anos. Este aumento nas exportações é acompanhado pelo maior consumo de algodão, previsto cifrar-se nos 700.000 fardos (480 lbs) em 2003/2004 pelaGlobecot (Global Cotton Trading), o que representa um aumento superior a 100% relativamente ao consumo registado em 1994/1995.

A quota da Síria no total de importações licenciadas cresceu dos 8%, verificados há três anos atrás, para os 22,26% em 2003, posicionando-se agora no topo da tabela. De acordo com oEmerging Textiles, é possível que a Síria tenha ultrapassado a Turquia na posição de principal fornecedor de fio de algodão para a UE, em termos de volume (os dados definitivos para a Turquia ainda não estão disponíveis).

Com o crescente aumento das importações da Síria, Bruxelas requereu licenças de exportação aos fornecedores sírios. Em 2002, os principais destinos do fio com origem na Síria, em termos de volume, eram Itália (51%), Bélgica (20%) e Portugal (20%).

Em contraste com o caso da Síria, com ganhos de quota de mercado, as importações da Índia não aumentaram em 2003. Após o aumento de 3,68% na quota da Índia para a UE, a taxa de utilização caiu dos 108% registados em 2002 para os 104% em 2003. Após o ajustamento pelas autoridades da UE, a saturação da quota da Índia caiu para os 99,60%.

A taxa de utilização da quota do Paquistão aumentou dos 92% para os 101% em 2002, reflectindo um aumento de 15% nas encomendas para a UE. A quota do Paquistão foi aumentada em quase 20% em 2001, com crescimentos de 4,60% nos dois anos seguintes.

O Egipto e a Indonésia também beneficiaram do aumento nas exportações para a UE em 2003, enquanto o Brasil e a Tailândia registaram crescimentos de 86% e 101% respectivamente.

Para além dos países com baixo custo de mão-de-obra, a Suiça e a Republica Checa são outros dois fornecedores de fio de algodão para a UE.

Em termos de volume, a Alemanha foi o principal importador em 2002, enquanto a Itália ficou em primeiro lugar em termos de valor, seguida da Grécia, Espanha, Bélgica e Áustria.