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RadiciGroup bate recordes

O produtor italiano de fios bateu recordes no último exercício fiscal, nomeadamente no volume de negócios e no EBITDA agora divulgados. Para o corrente ano, a previsão do RadiciGroup é menos animadora, tendo em conta as tensões comerciais e a instabilidade geopolítica.

Paolo, Angelo e Maurizio Radici

O grupo italiano, especialista na fiação de poliamida e poliéster, registou, no ano passado, 1.211 milhões de euros em volume de negócios (uma subida de 6%) e um EBITDA de 185 milhões de euros (um aumento de 16%). O resultado líquido, após amortizações e depreciações, atingiu os 97 milhões de euros, o que representa um crescimento de 19%.

Com 3.100 trabalhadores em 16 países, o RadiciGroup opera diversas áreas de negócio. Em 2018, a área de químicos registou um volume e negócios de 471 milhões de euros, um aumento em relação aos 439 milhões de euros de 2017. Já os polímeros de alta performance atingiram os 406 milhões de euros, também uma subida em relação aos 360 milhões de euros do ano anterior. Igualmente em crescimento, as fibras sintéticas e não-tecidos atingiram os 444 milhões de euros em volume de negócios, face aos 451 milhões de euros de 2017. No que empresa designa como «restantes negócios» o volume de negócios manteve-se nos 10 milhões de euros.

Para Angelo Radici, presidente do RadiciGroup, 2018 «foi um ano excecional, que fechámos com números recorde, embora na última parte do ano tenhamos sentido as primeiras desacelerações, que continuam em 2019».

Por seu lado, Alessandro Manzoni, CFO do grupo, afirma que «a posição financeira líquida do grupo melhorou em comparação com 2017, assim como todos os coeficientes patrimoniais. Uma situação financeira absolutamente sólida colocou-nos em condições de arriscar em oportunidades de crescimento, sem necessariamente recorrer a intervenções de capital externo».

Segundo Manzoni, em 2018, o RadiciGroup realizou investimentos de mais de 50 milhões de euros. O valor de investimento manter-se-á em 2019 «com o objetivo de manter os elevados níveis de excelência tecnológica a serviço da competitividade das empresas e do meio ambiente», acrescenta o CFO.

Incertezas em 2019

Para o primeiro semestre de 2019, o grupo espera um abrandamento no crescimento do volume de negócios. Apesar disso, Angelo Radici acredita que a primeira metade de 2019 «terá margens estáveis, apesar da contração dos volumes. Quanto à segunda parte do ano, em curso, o cenário é menos animador. Teremos resultados positivos, ainda que certamente inferiores a 2018».

O presidente do RadiciGroup explica que «o cenário global em que as empresas operam hoje é certamente influenciado pelas incertezas ligadas à questão das taxas decorrentes da guerra comercial entre a China e os EUA e à instabilidade geopolítica».

Angelo Radici garante ainda que o grupo está a lidar com «a contração do mercado automóvel com grandes esforços em termos de investigação e inovação, visando a expansão do portfolio de produtos, com materiais de reduzido impacto ambiental e criando novas oportunidades de mercado, cada vez mais atentos à sustentabilidade das empresas».