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Raith sabe crescer

A produtora de vestuário infantil tem vindo a crescer nos últimos quatro anos. A nota positiva a matemática junta-se à distinção em geografia, com a Raith a conhecer países como França, Suíça, EUA, Canadá e, mais recentemente, Japão.

«Quando começámos, em 1986, começámos logo com uma vocação exportadora e, daí para cá, foi sempre a crescer dentro dos padrões que definimos para uma empresa familiar», explica Joaquim Fernandes, diretor da Raith, na edição de junho do Jornal Têxtil.

O ADN navegador levou a empresa de confeção a atracar em portos europeus, primeiro, e a descobrir o novo mundo, depois.

França e Suíça são os melhores mercados da Raith, mas a carteira de clientes inclui também entradas dos EUA e do Canadá e, nos últimos anos, do Japão. «Trabalhamos com o Japão há dois anos. O cliente conheceu-nos na Première Vision Manufacturing, em Paris, gostou do produto, pediu-nos amostras e fez testes» e a Raith passou, recorda Joaquim Fernandes sobre as frutíferas visitas ao salão internacional no qual a empresa marca presença há 15 anos. «A única dificuldade que tivemos no princípio foi acertar as medidas dos tamanhos, porque os japoneses são mais pequenos», aponta.

Com uma produção média mensal de 40 a 50 mil peças e um efetivo de aproximadamente 40 pessoas, a par da internacionalização, uma das forças-motrizes da empresa é a certificação.  «Atualizamo-nos com as tendências. Temos a certificação Oeko-Tex, Ecolabel, Gots», enumera o diretor da produtora de vestuário infantil que se orgulha de trabalhar «de acordo com novos métodos e exigências internacionais, pelo que todos os produtos podem ser testados em qualquer laboratório».

Maioritariamente dedica ao private label – que representa aproximadamente 95% das vendas –, a marca própria Raith só é vendida em Portugal. A par do vestuário de criança, do recém-nascido até aos 8 anos, e do nightwear de senhora, a empresa faz também, pontualmente, vestuário hospitalar. «Também temos clientes que fornecem hospitais e como temos têxteis orgânicos, acabamos por fazer», adianta Joaquim Fernandes.

A resposta a este e outro tipo de pedidos garante atualmente à Raith uma carteira de cerca de 30 clientes, dentro da qual se destaca ainda o regresso do mercado inglês.

«Foram procurar mais barato e perceberam que a qualidade não era a mesma e agora estão a voltar», admite.

Com o ano de 2016 fechado «entre os 2 e os 3 milhões de euros», representando um crescimento na ordem dos 8% face a 2015, os objetivos para 2017 são simples: «manter esta trajetória», afirma o diretor da Raith ao Jornal Têxtil.