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RDD: nascer com ambição

Embalada pelo know-how de uma equipa que conta mais de 15 anos na indústria têxtil, a RDD - Research, Design, Development logo começou a caminhar lado a lado com uma interessante carteira de clientes e a abrir caminho para uma oferta ambiciosa na área da sustentabilidade.

«A RDD surgiu como parceira da Valérius, para melhorar o serviço ao cliente e também para o desenvolvimento de malhas e sua comercialização», explica Elsa Parente, business development manager da empresa de pesquisa, design e desenvolvimento de coleções de malha, ao Portugal Têxtil.

À Valérius, juntaram-se depois outros parceiros numa rede que incluiu ainda insights no campo da investigação de entidades como o Citeve e a Universidade do Minho.

«Temos projetos a nível tecnológico que estamos a desenvolver com eles», revela Elsa Parente, deixando no ar a possibilidade de serem adicionados produtos inovadores à próxima coleção da RDD.

Até lá, os artigos em destaque na coleção dedicada ao outono-inverno 2018/2019 da empresa têm como base a sustentabilidade.

«A nossa coleção é maioritariamente sustentável, com fibras recicladas, orgânicas e naturais», afirma ao Portugal Têxtil. «Como temos grande conhecimento na parte do tingimento e acabamento, tentamos sempre usar fibras que poupem, o mais possível, produtos, água, etc.», destaca.

A coleção estreia da RRD foi desvendada na última edição da Munich Fabric Start (ver 34+9 em Munique) e o feedback dos visitantes do stand não poderia ter sido mais animador.

«A recetividade das pessoas foi excelente. Tivemos muitas amostras nos fóruns, que encaminharam mutos visitantes para o stand», confessa Elsa Parente. «O reciclado está a ganhar muito terreno», reconhece.

Com um efetivo que inclui quatro equipas independentes, constituídas por um designer sénior, um designer gráfico, uma modelista e uma costureira; duas equipas localizadas no coração das fábricas e duas equipas localizadas nos mercados, próximas do cliente, em Espanha e Inglaterra, a RDD «controla todo o processo, garante a business development manager.

«Temos parceiros muito bons, que nos fazem todo o serviço, temos uma equipa técnica com muita experiência na indústria têxtil, com mais de 15 anos de experiência, controlamos todo o processo, da pesquisa de fios à tricotagem, tinturaria e acabamentos. Temos, também, o nosso controlo de qualidade interno», aponta.

A primeira viagem da RDD teve a Alemanha como destino e não foi por acaso, o país é apontado como o mercado alvo «pelo histórico que temos».

«É a primeira vez, mas não estamos a começar do zero», sublinha Elsa Parente, até porque, considerando a rede de parceiros da empresa, nos primeiros meses de atividade, a carteira de clientes é já «razoável». «Temos a sorte de, com os nossos parceiros, já recebermos muitos clientes», admite.

Depois de conquistado o mercado alemão, as baterias da RDD vão agora estar apontadas para França, Reino Unido e Escandinávia, sendo que a presença noutros salões internacionais está já a ser avaliada. «Temos outras feiras pensadas, vamos agora fazer o planeamento, por isso, ainda não temos nada definido para 2018», conclui Elsa Parente.