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RDD quer duplicar faturação

A empresa de desenvolvimento de malhas arrancou em 2019 com o volume de negócios do primeiro trimestre a valer metade do realizado no ano passado. O objetivo para o terceiro ano oficial de atividade da RDD é agora duplicar a faturação e atingir os 4 milhões de euros de volume de negócios.

Dolores Gouveia, Francisco Rosas e Elsa Parente

A empresa é recente – foi criada oficialmente em 2017 – mas a ambição, tal como o volume de negócios, não para de crescer. Em 2018, a RDD conseguiu «cumprir o objetivo» e chegou aos 2 milhões de euros de volume de negócios. Para 2019, quer ir mais longe. «Este início de ano está mesmo muito bom. Até ao primeiro trimestre temos previsto metade da faturação do ano passado», revela Elsa Parente. Bons indicadores para um 2019 em que o «o objetivo é duplicar» a faturação, afirma a diretora-geral da RDD ao Portugal Têxtil.

Atualmente, a exportação direta representa cerca de 40%, concentrada nos mercados da Suécia, França e Itália. No ano passado, a RDD reforçou a presença em feiras sectoriais, com uma aposta tripla que passou pela Milano Unica, pela Munich Fabric Start e, em estreia, pela Première Vision Paris. «Estamos a marcar presença em feiras e a reforçar a nossa presença junto dos clientes. A nossa estratégia está focada no desenvolvimento de produtos e da área comercial», explica Elsa Parente.

Aos mercados habituais, junta-se agora a exploração da China. «Trata-se de um mercado com uma potencialidade enorme. Mas isso não é o mais importante: o importante é arranjarmos um parceiro certo e neste momento foi o que aconteceu», garante a diretora-geral.

Este crescimento tem sido acompanhado ainda pelo reforço da equipa. «Em 2018 contratámos cinco pessoas. E nos primeiros dois meses deste ano já temos mais quatro pessoas», indica Elsa Parente.

Luxo e sustentabilidade dominam

Na coleção para a primavera-verão 2020, a RDD investiu em malhas entre o sofisticado e o ecológico. «Temos composições realmente diferenciadoras e uma aposta muito grande em fios finos, designadamente em algodões luxuosos», desvenda Dolores Gouveia, diretora de marketing e desenvolvimento da empresa.

A isso somam-se fibras sustentáveis, desde as versões orgânicas de algodão, linho e lã aos reciclados. «Quando desenvolvemos uma coleção já temos de ter em atenção quer as composições, quer o processo e o impacto que pode ter», aponta Dolores Gouveia.

«A sustentabilidade não é uma tendência, é uma macrotendência. É algo incontornável – é uma exigência do planeta, é uma exigência dos novos consumidores. E o facto de ser sustentável não quer dizer que os produtos não tenham um ar sofisticado, pelo contrário», assegura a diretora de marketing e desenvolvimento da RDD ao Portugal Têxtil.