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Rebaixas de luxo

Desde o dia seis de Janeiro, os comércios de toda a Espanha estão em saldos, ainda que seja difícil encontrar duas lojas juntas que anunciem os seus saldos, como fazem a Zara e a Mango, que indicam com grandes cartazes o desconto que oferecem nos seus produtos. Esta situação não se passa com as lojas de luxo já que ,segundo David Riu, professor de “branding” de Esade, se uma marca pretende ser de luxo e exclusiva não pode estar ao alcance de muita gente. Por seu lado, Jordi Puig, director da agência de publicidade Plus Value, coincide com Riu manifestando que «o luxo tem medo de perder o glamour que o rodeia, ainda que em rebaixas o consumidor aceita tudo, até a desordem». David Riu acrescenta que «cada vez há mais empresas que apostam em conseguir grandes volumes de vendas», de forma que, hoje em dia, torna-se difícil falar de «autênticas empresas de luxo». Empresas como a Gucci, Dior ou Prada são exemplos de empresas que apostaram no volume, enquanto outras como a Hermès não fazem sequer publicidade». Este é o mesmo caso da Chanel, que nas suas montras não têm nenhuma referência a saldos ou promoções, apesar das lojas terem reduzido 30 por cento aos preços da moda pronto-a-vestir e nos sapatos desta temporada eartigos pertencentes à colecção do passado Inverno o desconto pode chegar aos 50 por cento. Por seu lado, Armani diminui os preços dos seus produtos em 40 por cento, ainda que os cartazes que o anunciam são tão pequenos que praticamente não se percebem.