Início Destaques

Renaitex em crescimento

A empresa especialista em têxteis-lar cresceu 12% em 2017 e prepara-se para manter a rota ascendente no corrente ano. A recuperação do mercado espanhol e o reforço da presença em feiras internacionais estão a permitir à Renaitex consolidar o negócio criado há 28 anos.

As bolsinhas de toilette e os chinelos com rendas “renaissance” vindas do Brasil foram os primeiros passos da Renaitex no negócio têxtil, mas é com as almofadas e os lençóis que a empresa se tem afirmado no mercado. «Em 2010 começámos a entrar mais nesta área de têxteis-lar: almofadas, mantas, lençóis, isso tudo», conta Fernando Miller, sócio-gerente da empresa, juntamente com Liliana Kakakis.

Atualmente, 14 pessoas dão forma aos produtos que saem da Renaitex, sob a marca própria Dolce Casa. «Criámos a Dolce Casa porque Renaitex não é um nome tão comercial, tão atrativo, principalmente no mercado externo», explica Fernando Miller ao Portugal Têxtil. «A Renaitex fabrica e trabalha o mercado nacional. A Dolce Casa é só comercial, para exportação», acrescenta.

Dentro de portas, a Renaitex faz a confeção, mas todo o processo é controlado pela empresa. «Compramos o tecido ao cair do tear e depois mandamos prepará-lo para aquilo que queremos. Por exemplo, mandamos tingir para fazer lençóis com a cor que queremos ou mandamos fazer o tratamento que pretendemos», destaca Fernando Miller. Os artigos para a cama e decoração são os mais procurados. Aliás, as almofadas de veludo são o bestseller da Renaitex. «Todos os dias se vende», afirma Liliana Kakakis.

Espanha a recuperar

No ano passado, a Renaitex, em conjunto com a Dolce Casa, registou um crescimento de 12% no volume de negócios, que ultrapassou o milhão de euros. «Conseguimos mais algumas exportações, mais clientes novos que nos surgiram na Heimtextil e na Guimarães Home Fashion Week», revela Fernando Miller.

Os certames profissionais têm, de resto, dado um impulso renovado à exportação, que conta com clientes em Espanha, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Áustria, Rússia e República Dominicana. «Essencialmente trabalhamos muito bem o mercado espanhol», admite o sócio-gerente da Renaitex. Espanha representa mesmo «60% do que vendemos» e a recuperação do mercado vizinho augura bons prenúncios. «Em Espanha já voltou a aparecer a construção e isso é o motor da economia. Sem a construção não se vendem têxteis-lar, que são os últimos a entrar dentro de uma casa. Agora já se nota que há gente a procurar coisas diferentes e estamos a conseguir levar as coisas adiante», reconhece o empresário.

No geral «sente-se uma melhoria» nos negócios, incluindo no mercado interno. «Em Portugal também sinto está a melhorar», considera Fernando Miller, realçando ainda que «há mais compradores» a procurar o nosso país para os têxteis-lar, dando como exemplo a Guimarães Home Fashion Week. «Na 3.ª edição veio mais gente e gente diferente. Entre a primeira e a segunda edições apercebemo-nos que vieram as mesmas pessoas, ou quase as mesmas. Desta vez houve um acréscimo de 70 a 80 convidados diferentes, de outros países. Apareceu muita gente do Japão, do Canadá também», assegura.