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Reposicionamento estratégico na IMB – Parte 1

O difícil ambiente económico está a forçar os produtores, as marcas e os retalhistas de vestuário a reavaliarem os seus investimentos em tecnologia. Esta foi a opinião expressa por diversos expositores presentes na última edição da IMB – World of Textile Processing, que decorreu entre 21 e 24 de Abril, em Colónia, na Alemanha. Diversos fornecedores de software dedicado à gestão da produção afirmaram que os seus clientes estão-se a voltar-se para as novas tecnologias a fim de se prepararem para uma eventual retoma do negócio, mas ficou também evidente que estão a procurar resultados rápidos. As empresas estão a procurar projectos rápidos para ter benefícios rápidos. Estão por exemplo, a investir em sistemas PLM (Product Lifecycle Management), de gestão do ciclo de vida do produto, para diminuir o tempo de colocação no mercado e melhorar a flexibilidade», explicou Andrew Dalziel, director de marketing de moda na Lawson Software. Para este efeito, a empresa lançou a solução Lawson M3 Analytics, que ajuda os produtores de vestuário a gerirem de forma mais estratégica, fornecendo-lhes uma perspectiva completa e mensurável das suas operações. A empresa apresentou também um novo “service pack” para a ferramenta Lawson Fashion PLM, que oferece 20 novas funcionalidades para gerir os produtos de forma mais fácil e eficiente, desde a concepção até à produção. Kathleen Mitford, vice-presidente de estratégia da PTC, afirmou que as empresas estão a procurar fazer mais com o que têm» e acrescenta que a adopção do PLM está a tornar-se mais ampla nos nossos clientes actuais e potenciais. Somos uma indústria baseada em tendências e o PLM é um produto que se baseia em tendências. Diminuir o tempo de ciclo, aproximar-se dos clientes e melhorar as margens não pode ser feito sem a tecnologia». Por seu lado, Jérôme Bergeret, director de bens de consumo para a indústria na Dassault Systèmes, revelou que muitas empresas na Europa têm um plano de recuperação para manter a produção básica na ásia, mas também produzir ao nível local, assim para tirar partido das tendências de “fast fashion”». Não se pode aumentar a velocidade de um barco», prosseguiu Bergeret, sublinhando que as empresas de “fast fashion” não têm outra opção a não ser optimizar a cadeia de moda e acelerar o tempo que demora a colocar o vestuário na loja. Por conseguinte, devem certificar-se que, se tomam uma decisão, esta tem de ser a decisão certa». Andrew Brown, director-executivo da Fast React Systems, que fornece software de planeamento para a produção, confiou que o desafio para muitas empresas é conseguir controlar a base. A toda a gente é dito que precisam de PLM, mas é difícil arrancar quando não se tem bons sistemas de gestão centralizados». Brown acredita que a FastReact oferece uma solução nas tecnologias de informação para empresas com sistemas relativamente fundamentais», uma vez que reúne capacidade disponível, caminho crítico e disponibilidade de materiais num sistema. Não só os retalhistas são agressivos no preço final, como os fabricantes estão sob reserva de encomendas, para garantir que cumprem os prazos de entrega. Isto não é sustentável. Muitas empresas estão a evitar atrasos na entrega, mas estão a transitar os problemas para outro lugar. Deste modo, estão a combater o incêndio na entrega, mas estão a criar custos excessivos. Muitas empresas simplesmente não conseguem responder, não estão a coordenar ou a planear bem e estão a perder a eficiência», explicou o director-executivo da Fast React Systems. A solução, segundo Brown, é o planeamento colaborativo entre compradores e vendedores (produtores e fornecedores têxteis), para melhorar a visibilidade, a rapidez de resposta, reduzir o trabalho manual e os erros. Na segunda parte deste artigo, continuamos a analisar as principais tendências e preocupações no investimento em tecnologia no cosmos da IMB.