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Rescaldo da decisão de corte nas taxas directoras do BCE

O súbito corte, em 25 pontos-base, nas taxas directoras do BCE, colocando a taxa de refinanciamento em 4,5 por cento, veio acabar com a tradicional postura conservadora que o BCE tem mantido nos últimos tempos em relação à política monetária. O impacto deste corte ao nível do mercado de taxa fixa foi significativo, com as “yields” dos títulos de dívida pública a dois anos a recuarem cerca de 16 pontos-base num só dia. As “yields” a dez anos não sofreram qualquer oscilação, na medida em que a percepção quanto à capacidade de controlo da inflação a médio-longo prazo não se alterou, noticia o Público. Apesar de inicialmente favorável, a reacção do euro rapidamente se inverteu, dada a má interpretação que o mercado fez relativamente à decisão do BCE, que não soube comunicar adequadamente a política aos mercados financeiros. O presidente do BCE apresentou os motivos para esta tomada de decisão: a necessidade de redefinição do agregado monetário M3, que irá passar a excluir a compra de instrumentos de mercado monetário por não-residentes, o que deverá fazer baixar a sua taxa de crescimento.