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Resiliente e concorrida

Nem a crise financeira mundial nem a greve dos caminhos-de-ferro franceses impediram que 15.952 visitantes de todo o mundo marcassem presença na 23.ª edição da Texworld para conhecer os tecidos e artigos de vestuÁrio de 900 expositores. Embora o número de visitantes tenha sido 10% mais baixo do que registado em Setembro de 2007 (17.741 visitantes) e 2,24% inferior em relação à edição de Fevereiro deste ano (16.340 visitantes), a organização, expositores e visitantes mostraram-se satisfeitos com o balanço dos quatro dias de feira. Num inquérito rÁpido no final da feira, a organização, a cargo da Messe Frankfurt, verificou que foram realizadas diversas encomendas, com 70% dos expositores a saírem satisfeitos com a quantidade de encomendas e 80% a mostrar-se impressionado com a cada vez maior qualidade dos visitantes. A maior parte dos compradores (cerca de 80%) era proveniente da Europa – sobretudo de França, Alemanha, Holanda, Polónia, Rússia e Bélgica –, um grupo que desceu apenas 8,6% em relação a Setembro de 2007 e que se manteve em relação a Fevereiro de 2008 (mais 0,28%). Quanto à região da América, os resultados foram positivos, com o aumento de visitantes dos EUA (mais 11%), CanadÁ (mais 3,5%) e Brasil (mais 30%), em comparação com a edição de Fevereiro. Pelo contrÁrio, o número de visitantes asiÁticos diminuiu 20% em comparação com Setembro de 2007 e 3% em relação a Fevereiro de 2008. Esta edição ficou marcada pela confirmação da importância dos têxteis biológicos, com muitas iniciativas no campo do cultivo de algodão orgânico e desenvolvimento sustentÁvel, e através da introdução do comércio justo. As empresas asiÁticas estão a responder cada vez melhor aos requisitos de certificação europeus, como demonstram as empresas tailandesas AFC Asia Fiber Public, RTI – Rama Textile Industry, Thong Thai Textile e GV Silk – as primeiras empresas asiÁticas a conseguirem o rótulo “EU Flower” pela excelência dos seus métodos de produção –, que marcaram presença num stand especial da feira. Além disso, uma das primeiras empresas a ser incluída no Global Quality Programme, estabelecido pelo Institut Français du Textile et de l’Habillement (Ifth) em parceria com a Texworld, foi a empresa indiana OCM, produtora de lã, que decidiu ter os seus produtos certificados através de testes de Nível 1 (ausência de corantes azo, proibidos pelos regulamentos europeus) e testes de Nível 2 (ausência de formaldeído e verificação dos níveis de pH). Além disto, o “Eco-Textile Labelling Guide”, publicado pela MCL e a Messe Frankfurt, esteve pela primeira vez disponível na feira e a sua utilidade foi, segundo a organização, muito apreciada porque fornece uma lista muito completa das certificações e rótulos de Têxteis Ecológicos e Comércio Justo agora em utilização em todo o mundo». Por último, a presença de jovens designers no espaço Designers&Fashion, juntamente com a Esmod Beijing, a escola de formação de estilistas e designers, foi particularmente apreciada pelos visitantes, tendo recebido ofertas de cooperação e encomendas de trabalho. A próxima Texworld em Paris vai ter lugar de 9 a 12 de Fevereiro, mais uma vez no centro de exposições Paris le Bourget.