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Resultados positivos na Filo

Numa edição em que as cores lusas estiveram representadas pela estreante Polopiqué, a Filo sentiu o regresso de compradores estrangeiros em números que, de acordo com a organização da feira italiana de fibras e fios, ultrapassaram os de 2019.

Sérgio Padrão

Segundo a organização da Filo, foram dois dias de trabalho intenso nos stands dos expositores, com um fluxo constante de visitantes. «Os compradores estrangeiros voltaram à feira e isso foi um elemento muito importante, tendo tido os números registados em 2019», revela. Portugal, Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Turquia, Uzbequistão, Etiópia, Palestina, África do Sul, Vietname e Índia foram alguns dos mercados internacionais representados, numa lista que levou Paolo Monfermoso, diretor da Filo, a fazer um balanço positivo da feira, que decorreu a 14 e 15 de setembro.

«Gostaria de agradecer este ótimo resultado aos expositores que, como sempre, trouxeram para a feira coleções com uma qualidade muito elevada. Mas também quero agradecer aos compradores, que mais uma vez provaram ser interlocutores competentes e concretos para os nossos expositores», afirmou Paolo Monfermoso no final do certame. «A Filo está, cada vez mais, a tornar-se uma plataforma de negócio, para troca de ideias e projetos, com colaborações que surgem e crescem nos nossos stands e nos nossos espaços», salientou o diretor.

Foi em busca destes negócios e projetos que a Polopiqué participou, pela primeira vez, na Filo. «O objetivo é chegar ao mercado europeu, porque esta feira está aberta a toda a Europa e é esse o nosso objetivo, para além de também darmo-nos a conhecer e mostrarmos que estamos no mercado», explicou, ao Portugal Têxtil, Sérgio Padrão, diretor de fiação da empresa portuguesa.

Os fios reciclados, resultantes da parceria da Polopiqué com a Recover, e os fios biodegráveis de PLA e de acetato, estes da marca Naia, foram os grandes destaques da empresa. «Há muita procura na parte dos reciclados, estamos hoje a viver no mundo do sustentável», reconheceu Sérgio Padrão.

Quanto ao regresso a Milão para a próxima edição da Filo, que está já agendada para 22 e 23 de fevereiro de 2023, está dependente dos resultados efetivos desta primeira presença. «Vamos ver que resultados temos para perceber se é o mercado e se é a feira ideal para continuar ou se haverá outras. Este é o nosso ponto de partida para definir o futuro», admitiu o diretor de fiação da Polopiqué.

Sustentabilidade em foco

Além das propostas de quase uma centena de expositores, a Filo voltou a dinamizar os chamados Dialoghi di Confronto, com o objetivo de avançar nas discussões sobre temas fundamentais dentro da indústria têxtil, como a sustentabilidade, a inovação e o papel fundamental das fibras no lançamento de novos produtos, com a organização a revelar que, em particular, «nesta edição, houve muito interesse no estudo de oportunidades e nos desafios do mercado têxtil no Reino Unido, elaborado pela Região de Piedmont e Ceipiemonte».

Com o tema “sustentabilidade e criatividade: dos novos têxteis à nova moda”, a feira contemplou ainda uma área dedicada aos “Dialoghi Creativi” e outra direcionada para a sustentabilidade, onde se destacou o FiloFlow, o projeto desenvolvido para impulsionar produtos e processos de produção sustentáveis.

«Os dois dias da 58.ªedição da Filo foram intensos, cheios de reuniões, trocas profissionais, dicas estilísticas e estímulos para debate», resumiu Paolo Monfermoso.

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[©Filo]