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Retalho à lupa

De acordo com os dados preliminares da Retail Metrics, as vendas a retalho nos EUA em igual número de lojas subiram 3,1% em janeiro, ultrapassando as expectativas mais baixas de um aumento modesto de 2,2%. Este desempenho é comparável com o aumento de 3,5% registado em dezembro, que é tradicionalmente o mês mais importante para os retalhistas. «Condições meteorológicas adversas, escassez de moda, escassez de rendimentos, fadiga na sequência das compras de Natal e a ausência de catalisadores de gastos, acabaram por não conseguir afetar todos os retalhistas – mas restringiram os ganhos de vendas ao mesmo tempo que prejudicaram diversos retalhistas», considera Ken Perkins, presidente da empresa de pesquisa. O Conselho Internacional de Centros Comerciais foi ligeiramente mais otimista sobre o desempenho do retalho no mês de janeiro, com um aumento anual de 3,5% nas vendas em igual número de lojas. «O clima adverso e anormal pode exacerbar os volumes de vendas sazonalmente baixos de janeiro e fevereiro», revela Michael Niemira, economista-chefe e vice-presidente de pesquisa na instituição, acrescentando: «Apesar disso, as vendas em lojas comparáveis tiveram um aumento moderado em janeiro – em linha com o seu desempenho no mês anterior», afirma Para além de reservar um impressionante aumento de 9% nas vendas em lojas comparáveis em janeiro, a L Brands espera agora que os lucros por ação no quarto trimestre fiquem ligeiramente acima da sua orientação anterior de 1,60 dólares. A L Brands divulgou que as vendas líquidas caíram 25% para os 731,2 milhões de dólares em janeiro, em comparação com igual período do ano anterior. No entanto, as vendas em lojas comparáveis aumentaram 9% para a empresa que detém as insígnias Victoria’s Secret, Pink e La Senza. Na Gap Inc as vendas comparáveis subiram 1%, com um aumento de 1% na sua marca epónima e um crescimento de 4% na Old Navy, compensando a queda de 10% na Banana Republic. A Gap Inc, que opera cerca de 3.100 lojas, viu as vendas líquidas diminuírem 20,4% em janeiro para os 899 milhões de dólares em relação aos 1,13 mil milhões de dólares obtidos no ano passado. As cadeias de vestuário Zumiez e The Buckle, especializadas no segmento de adolescentes, ficaram aquém das expectativas da Retail Metrics, com quebras de 7,6% e 6,6%, respetivamente, nas vendas em loja comparáveis. A Zumiez, que opera 551 lojas, anunciou que as vendas líquidas de janeiro diminuíram 24,3% para os 38,1 milhões de dólares em relação a igual período do ano anterior. Por sua vez, a receita líquida da The Buckle, que opera 449 lojas nos EUA, caiu 27,9% para os 56,9 milhões de dólares. A Cato Corporation – cujas marcas incluem Cato, Versona e It’s Fashion –, responsabilizou as tempestades de inverno pela quebra de 8% em termos de lojas comparáveis. Mas a retalhista reafirmou a sua orientação de ganho para o quarto trimestre e para o ano inteiro, no sentido dos 0,11 a 0,15 dólares e 1,84 a 1,88 dólares por ação, respetivamente. As vendas totais diminuíram 25% para os 48,1 milhões de dólares em janeiro, a partir dos 63,8 milhões de dólares no ano passado. Apesar de registar um declínio nas vendas em lojas comparáveis e nas vendas líquidas para janeiro – o qual justificou com as condições climatéricas –, Jay Stein, diretor executivo da Stein Mart, disse que «estou muito satisfeito de informar o sétimo trimestre consecutivo de aumento de vendas em número de lojas comparáveis e um aumento anual, que é 1% melhor do que o nosso forte desempenho do ano passado». As vendas em lojas comparáveis desceram 0,7% e as vendas líquidas diminuíram 18,4% para os 64,4 milhões de dólares para esta empresa que opera 264 lojas.