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Retalho antecipa Natal

Para dois em cada dez consumidores, as compras relativas à quadra natalícia já arrancaram. Como prenda antecipada para os retalhistas, os últimos relatórios apontam para vendas que superam os resultados de 2015.

De acordo com os dados do NPD Group, analisados pelo portal Fashionista, os consumidores vão gastar uma média de 636 dólares (aproximadamente 585 euros) com as compras de natal, um aumento de 3% em relação ao ano passado. A eMarketer estima que as vendas totais sejam de 885 mil milhões de dólares entre novembro e dezembro. No ano passado, o valor total foi de 857 mil milhões de dólares.

A expectativa em torno desta temporada de retalho não é novidade. Também não é segredo que os consumidores estão mais exigentes do que nunca. O que está a mudar, no entanto, é a forma como o retalho pretende responder a este crescendo na procura, tanto online como offline.

Investir no omnicanal

O NPD Group relata que, este ano, 38% das compras natalícias serão feitas online, acima dos 33% de 2015. Um novo estudo do CBRE Group cita uma previsão da eMarketer que aponta para uma escalada de 17,2% das vendas de natal online em 2016, sobretudo devido aos retalhistas tradicionais que têm vindo a investir na presença omnicanal.

Melhorar a eficiência do comércio eletrónico

Um relatório recente do motor de busca Google sublinha a importância do cliente que compra via smartphone. No ano passado, este tipo de cliente esteve especialmente ativo nesta época. As compras móveis saltaram 30% durante a Black Friday e 50% na Cyber Monday.

Por seu turno, o CBRE Group tem notado que os retalhistas atualizaram a sua estratégia online, possibilitando entregas gratuitas e outras opções de entrega apetecíveis para os clientes, como entregas a tempo da consoada.

No início deste mês, a Amazon anunciou a criação de mais de 120 mil postos de trabalho sazonais nos seus centros de triagem e plataformas de atendimento ao cliente – um aumento de 20% em relação ao ano passado.

Redução das devoluções

Com a quantidade crescente de compras, há também um pico de devoluções. Os retalhistas têm vindo a esforçar-se para minimizar isso, especialmente quando se trata de compras online. Novas ferramentas tecnológicas, que incidem sobre os tamanhos de vestuário e calçado – como a Virtusize na Asos e a True Fit na Nordstro – foram introduzidas nos portais de comércio eletrónico. Além disso, as devoluções de encomendas online estão a ser facilitadas nas lojas, o que ajuda a economizar nos custos de envio e traz mais consumidores (e potenciais compras) ao espaço físico.

Pensar fora da caixa

Ainda que as compras online estejam a ganhar popularidade, isto não significa que o retalho físico esteja condenado. Em vez disso, Melina Cordero, responsável por pesquisa de retalho do CBRE Group, afirma que se deve «pensar fora da caixa» do retalho tradicional. As lojas pop-up são um grande exemplo dessa estratégia, assim como as parcerias com marcas/designers emergentes.

«Os retalhistas estão a inovar nos seus formatos de loja e a reformular os sistemas de atendimento online», continua Cordero. «Os proprietários estão a acrescentar lojas novas à sua rede. Isso vai promover uma temporada de compras muito diferente e mais eficiente».