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Retalho britânico mostra sinais de declínio

Vai já longe o tempo em que a ilha britânica era o paraíso dos retalhistas. Um crescimento económico estável, ganhos baixos e uma percentagem de desemprego que se situa abaixo dos 5 por cento favoreciam consumidores gastadores. Entretanto a tendência começou a mudar e os debates sobre as reformas e a privatização do serviço de saúde geraram um clima de poupança.

Uma excepção no ramo é a cadeia de supermercados Tesco a qual desafia já há alguns meses a tendência de declínio. Com o período natalício a empresa conseguiu aumentar o volume de vendas para 13 por cento. No mercado nacional os ganhos cresceram na ordem dos 12,1 por cento segundo comunicação da empresa. Os ganhos da Tesco foram impulsionados pelo investimento da empresa no vestuário e artigos de cozinha. A empresa está mesmo a considerar abrir em breve uma loja sem artigos do ramo alimentar fazendo com que os seus competidores se sintam ameaçados.

Para estes o comércio natalício correu inesperadamente mal. A lista dos prejudicados é extensa e nela figuram nomes como a cadeia de vestuário Next, Woolworth e JJB Sports. O retalhista tradicional M&S teve mesmo de reconsiderar e baixar as suas expectativas para todo o ano. O novo director executivo, Stuart Rose, foi recrutado na Primavera de 2004 para combater as investidas de Philip Green. Green tentou adquirir a M&S por nove mil milhões de libras, mas pela segunda vez não obteve sucesso. Desde então Rose tem tentando melhorar a situação da empresa. A M&S, tal como a Karstadt-Quelle na Alemanha, é vista como uma empresa que se encontra há demasiado tempo agarrada a velhas tradições.

Existem já rumores que a empresa poderá ser de novo objecto de aquisição e o primeiro candidato seria Philip Green. Contudo, este precisa primeiro de aceitar a recessão das suas próprias cadeias de vestuário como a Topshop ou a Arcadia.