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Retalho cai em fevereiro

As vendas em fevereiro nos retalhistas de vestuário do Reino Unido caíram ao ritmo mais elevado dos últimos três anos, com os consumidores a centrarem os seus gastos em artigos essenciais, como alimentação. No geral, o volume de vendas a retalho na primeira metade de fevereiro pouco mudou em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o mais recente estudo de distribuição da Confederação da Indústria Britânica (CBI na sigla original), mas foi melhor do que o esperado. O estudo revela que os retalhistas deram conta de uma redução de 2% nas vendas de janeiro, embora esta seja uma melhoria em comparação com a quebra de 22% registada no estudo do mês anterior. Já os retalhistas de vestuário indicaram uma quebra de 41% nas vendas, o valor mais baixo desde março de 2009. As vendas em grandes armazéns também caíram ao ritmo mais elevado desde maio de 2010. «Os consumidores estão claramente a manter o foco dos seus gastos em necessidades do dia a dia, em vez de artigos caros ou artigos de luxo», indica Judith McKenna, presidente do CBI Distributives Trade Panel e COO da Asda. «Com os rendimentos disponíveis sob pressão constante, os retalhistas continuam preocupados com o futuro do negócio em geral para o resto de 2012», acrescenta. Olhando para o futuro, os retalhistas antecipam que os volumes de vendas permaneçam praticamente estagnados em março (mais 2%), com 12% dos retalhistas a continuarem preocupados com as previsões para os próximos três meses. Um outro estudo mostra que a confiança dos consumidores britânicos desceu no último trimestre de 2011 para níveis vistos pela última vez no início da recessão de 2008. As principais preocupações para os próximos seis meses são a economia, o aumento das contas de serviços essenciais, a segurança no emprego e as dívidas, segundo o estudo da confiança dos consumidores, levado a cabo pela Nielsen e pelo British Retail Consortium (BRC). Com o agravamento da recessão e a recuperação mais lenta do que o esperado, a proporção de consumidores que acredita que a Grã-Bretanha irá sair da “recessão” nos próximos 12 meses é de apenas 11%. «Os retalhistas continuam a lutar ferozmente uns contra os outros pelo parco consumo», afirma o diretor-geral do BRC, Stephen Robertson. «Como revelam estes dados, as preocupações das pessoas com as suas finanças pessoais e com a saúde económica do país significa que estão mais inclinadas a poupar qualquer dinheiro de sobra que tenham. As lojas estão a oferecer elevados níveis de desconto, já que o orçamento das famílias continua sob pressão devido aos transportes e às contas de serviços básicos», conclui.