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Retalho desacelera em abril

O volume de negócios no comércio a retalho registou um aumento homólogo de 4,6% em abril, mas uma desaceleração face a março, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística. A indústria têxtil, vestuário e calçado evidenciou uma grande desaceleração.

[©Pixabay]

O aumento homólogo no retalho deveu-se essencialmente aos produtos não alimentares que, apesar do abrandamento de 14,5 pontos percentuais face a março, registaram um crescimento de 11,5%. Por sua vez, verificou-se uma desaceleração de 81,4 pontos percentuais do sector têxtil, vestuário e calçado para uma taxa de crescimento de 44,1% em abril (125,5% em março e 501% em abril de 2021). «Estas oscilações intensas das vendas em vários tipos de produtos são influenciadas, em grande medida, por efeitos-base decorrentes das restrições à atividade decorrentes da pandemia», refere em comunicado o INE.

Quanto ao indicador de confiança dos consumidores, tanto em abril como em maio aumentou, depois de uma queda abrupta em março. No entanto, o indicador de clima económico recuou, segundo os dados.

A evolução observada em maio «resultou dos contributos positivos das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país e, em menor grau, das opiniões e das perspetivas sobre a situação financeira do agregado familiar», explica o INE. Em sentido contrário, as espectativas relativas à evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias contribuíram negativamente para o comportamento do indicador.

[©Unplash/Charles de Luvio]
Quanto ao saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país aumentou em abril e maio, após ter conhecido em março a segunda maior diminuição. De igual modo, o saldo das perspetivas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar também aumentou em abril e maio, depois da segunda maior diminuição registada no mês anterior, ainda que distante da verificada em abril de 2020.

No que concerne ao saldo das opiniões sobre a evolução passada dos preços no retalho, aumentou nos últimos oito meses, prolongando a trajetória acentuadamente ascendente iniciada em março de 2021 e aproximando-se do máximo observado em maio de 2008. O saldo das perspetivas relativas à evolução futura dos preços diminuiu em abril e maio, após ter evidenciado em março o maior aumento.

Quanto ao indicador de confiança da indústria transformadora diminuiu em maio, após ter aumentado em abril. A evolução deveu-se ao «contributo negativo das opiniões sobre a evolução da procura global e das perspetivas de produção, mais intenso no último caso, tendo as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados contribuído positivamente», aponta o INE.