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Retalho espanhol volta a cair

De Espanha, há más notícias sobre o comportamento dos consumidores. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, as vendas a retalho no maior mercado da Península Ibérica, medidas a preços constantes, fecharam o passado mês de Abril com um retrocesso de 2,3%. Esta descida contrasta com o incremento de 3,6% registado no mês anterior. As vendas de Março foram, assim, as primeiras a apresentar um crescimento positivo desde Novembro de 2007 e constituíram como uma “lufada” de optimismo para o sector do retalho de moda, que não se consolidou no mês seguinte. A expectativa quanto ao crescimento das vendas durante os próximos meses no retalho de moda são elevadas, já que em Julho verá o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) ser aumentado pelo governo espanhol como resposta às dificuldades económicas que vive o país. Segundo o INE espanhol, as vendas a retalho (excluindo estações de serviço) apresentaram um decréscimo anual a preços constantes de 1,1%. Numa análise por tipologia de produtos, verificou-se que os artigos de uso pessoal, onde se inclui o vestuário e o calçado, sofreram um incremento de 1,9%. A contribuir para a queda inter-anual de 1,1% esteve o sector da distribuição alimentar, com uma redução de 2,5% face a igual período de 2009. Por tipologia de estabelecimento, a tendência para a queda das pequenas cadeias de distribuição acentuou-se, com um crescimento negativo de 3,5%. Tendência essa à qual não escaparam as grandes superfícies, com uma queda de 2,7%, as lojas de local único, com 1,3% de decréscimo, e as grandes cadeias de distribuição, com uma redução de 0,3%. Os efeitos da crise no sector retalhista espanhol estenderam-se ainda ao sector imobiliário. Em face da queda de vendas registada, os níveis de ocupação das superfícies comerciais diminuiu 1,7%. O principal impacto da crise de consumo na ocupação dos espaços comerciais ocorreu nas pequenas cadeias (queda de 3,8%) e nas grandes superfícies (queda de 2,4%). As empresas de estabelecimento único e as pequenas cadeias viram o seu índice de ocupação imobiliária recuar 1% e 1,9% respectivamente. Em termos de emprego e, apesar da recuperação registada nas vendas de Março deste ano, não foram criados novos postos de trabalho no sector retalhista espanhol, informou o INE daquele país.