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Retalho flexível em 2017

Em 2017, os consumidores e os media vão desafiar a atuação das empresas, impondo uma ética digital nas agendas corporativas e legislativas. As organizações terão de concentrar-se não apenas nas experiências dos seus clientes e colaboradores, mas também na forma como o seu negócio afeta a sociedade como um todo.

As empresas, independentemente do sector, têm vindo a aproveitar as tecnologias digitais para se concentrarem mais no consumidor. Porém, este foco em servir e agradar os clientes pode ter consequências não intencionais – como no caso dos recentes debates sobre o suposto impacto da Airbnb no arrendamento local ou a influência das notícias falsas nas eleições presidenciais dos EUA. Em cada um dos casos, as empresas deram aos utilizadores o que estes pretendiam. Mas, questiona a Fast Company, a que custo?

No campo das experiências sociais, que envolvem as decisões de negócio e design das empresas e como estas afetam a sociedade como um todo, serve de exemplo o contributo do Centro Leverhulme para o Futuro da Inteligência, um centro de pesquisa criado pela Universidade de Cambridge que tem como objetivo explorar as oportunidades e desafios que o desenvolvimento da inteligência artificial poderá representar para a humanidade.

Todavia, grande parte do trabalho terá de feito pelas empresas e organizações, aconselha a Fast Company.

A experiência social das empresas

As organizações desde sempre consideraram a experiência do cliente e a experiência do colaborador. Contudo, agora, devem também abordar a experiência social, isto é, questionar o impacto das suas ações na sociedade ou no meio ambiente, onde poderão estar mais expostas.

Prioridade à diversidade

As organizações devem envolver-se mais em questões de diversidade, nomeadamente ponderar a diversidade potencial do seu público-alvo e, também, a diversidade dos seus funcionários. Um serviço digital não é mais do que um produto do trabalho dos seus designers e programadores. Como tal, será essencial assegurar a diversidade das equipas que criam estes novos produtos e serviços. Quanto mais perspetivas forem consideradas nesse processo de desenvolvimento, melhor – mais inclusiva será a automação.

Foco nas pessoas

As organizações devem encontrar formas de preservar e promover a dignidade do trabalho e assegurar que o valor do ser humano esteja no centro dos seus serviços digitais. Abraçar a experiência social, bem como a experiência do consumidor e do colaborador significa aceitar a obrigação moral de incluir os excluídos.

Aprendizagem contínua

Os consumidores e os colaboradores das organizações passaram por vários estádios de aprendizagem: na escola, em estágios profissionais ou na universidade. Porém, isso não é o suficiente. A aprendizagem e o desenvolvimento contínuo são cruciais para a atualização e relevância do indíviduo num mundo em constante mudança. Os melhores empregadores vão procurar funcionários com fome de conhecimento e vice-versa.