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Revolução em marcha

Terminada a semana de sensibilização e consciencialização para o verdadeiro custo do vestuário – a Fashion Revolution Week –, que levantou a questão “quem fez as minhas roupas?” à escala global, importa conhecer os recursos – de documentários a apps – que procuram dar resposta a esta e outras questões.

A Fashion Revolution Week foi criada pela associação britânica sem fins lucrativos Fashion Revolution, fundada depois do colapso de Rana Plaza, no Bangladesh, em abril de 2013, no qual morreram 1.100 trabalhadores. O complexo Rana Plaza tinha nove andares e agregava diversas unidades de confeção, onde eram produzidas peças de roupa para marcas como a Primark ou a Mango.

Procurando manter os consumidores ligados a estas questões depois da semana ter terminado, o portal de moda Fashionista reuniu agora alguns dos melhores recursos para fazer da moda ética uma realidade dominante no guarda-roupa. De apps a podcasts, de boutiques éticas a organizações sem fins lucrativos, não esquecendo os documentários, eis os atuais aliados da ecologia.

True Cost

Este documentário é de visualização obrigatória para perceber por que motivo as exigências de uma moda mais ética fazem todo o sentido na atualidade. O documentário de 2015 com a direção de Andrew Morgan destaca os devastadores impactos sociais e ambientais que a indústria da moda tem e continuará a ter caso não se faça um esforço coletivo para mudar a cadeia de aprovisionamento e as práticas deste sector.

Fashion Revolution

O portal e respetivas redes sociais são o melhor repositório para aprender mais sobre ou mesmo envolver-se com o movimento. A Fashion Revolution é uma organização sem fins lucrativos que promove a consciencialização através de campanhas nas redes sociais, desenvolve ações concretas e eventos nos quais os consumidores podem participar e realiza estudos sobre as condições de trabalho na cadeia de aprovisionamento da moda.

Conscious Chatter

O podcast Conscious Chatter conta com a apresentação de Kestrel Jenkins, que combina conhecimentos aprofundados com um otimismo encorajador nas suas conversas com alguns dos líderes da indústria, desde os responsáveis da marca de outdoor Patagonia até aos especialistas em corantes naturais.

Good On You

A aplicação de compras éticas Good On You tornou-se popular na Austrália e recentemente expandiu-se para os EUA, tornando mais fácil descobrir o “rasto” de algumas marcas. A app também faz sugestões que ajudam a utilizadora a descobrir novas marcas éticas.

Done Good

A plataforma Done Good filtra quais as marcas com preocupações éticas e ecológicas dentro da panóplia de resultados para pesquisas simples como “blusão de denim”. Através da aplicação é possível encontrar as marcas que seguem os mais elevados padrões éticos.

Wearwell

Para os consumidores que preferem que outra pessoa faça escolhas de coordenados por si, mas ainda assim gostam de garantir que são opções éticas, o serviço de compras pessoais Wearwell é um dos melhores aliados. Os utilizadores preenchem um questionário com as suas preferências e depois recebem uma seleção de looks de acordo com os dados recolhidos pelo Wearwell.

Accompany

No campo do retalho, ao portal de comércio eletrónico da Accompany oferece uma vasta seleção de marcas para vestuário e têxteis-lar seguindo uma estética boho. Há mais de 100 marcas com peças de nomes como Rachel Comey, Mara Hoffman ou Veja.

Fashionkind

No website da Fashionkind é possível encontrar uma compilação de marcas de luxo e joalharia, como Kowtow, Ace & Jig e Brave Collection.

Ethica

A Ethica tem uma seleção de cerca de 80 marcas, incluindo algumas das favoritas dos consumidores com preocupações ecológicas, como a Lemlem e a Dusen Dusen. A plataforma inclui também uma secção de produtos de beleza naturais e orgânicos.

Project Just

Para todos os que gostariam de aprofundar mais a questão, o Project Just faz muito mais do que explorar as práticas de ética e sustentabilidade das marcas, analisando em profundidade pontos como a transparência, ambiente e condições de trabalho nas cadeias de aprovisionamento globais.

Know The Chain

Enquanto projeto de vigilância do trabalho forçado, o Know the Chain colabora com empresas e investidores nos três sectores que monitoriza (moda, alimentação e tecnologia). A sólida pesquisa que o Know the Chain publica sobre trabalho forçado é útil para qualquer consumidor que procure perceber melhor a cadeia de aprovisionamento das suas marcas de eleição.

Rank-a-Brand

Esta organização alemã dá às marcas uma pontuação entre A e E, depois divide o ranking por temas como as emissões de carbono e direitos e condições laborais. No final, a organização lista as dezenas de perguntas que fez para chegar às conclusões que publicou, ajudando os consumidores a conhecerem as práticas das marcas avaliadas.