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RFID de pedra e cal na moda

A crescente utilização do sistema de identificação por radiofrequência no retalho tem mostrado claramente os benefícios de gerir e rastrear o inventário a uma escala individual, assegurando uma maior eficiência do processo de reposição de produtos nas prateleiras e menos ruturas de stock.

As tendências emergentes do sector do retalho determinaram três formas inovadoras de aplicação da tecnologia RFID no segmento do vestuário: a concretização de um omnicanal, a adição de um segmento de luxo e a expansão nacional e global dos espaços de retalho.

A realidade do omnicanal
Os retalhistas têm investido tempo e dinheiro na construção de algoritmos sofisticados que aceleram o aprovisionamento e a expedição de encomendas colocadas pelos clientes, satisfazendo-as de forma rápida e eficiente. No entanto, a adoção deste mecanismo nem sempre cumpre o objetivo inicial, uma vez que, devido à pouca confiança dos retalhistas face ao número de inventários disponíveis, estes optam por ignorar o sistema e apenas expedir de locais que disponham de elevadas quantidades (8 a 10) dos itens requeridos.

Este fator inibidor impede os clientes de obterem os bens pretendidos mais rapidamente e implica custos acrescidos de expedição e investimento de inventário para os retalhistas. O sistema RFID permite solucionar o problema, informando os retalhistas sobre a quantidade exata disponível de um determinado item em cada local específico, anulando a incerteza inicial. Em resultado, a rápida expedição permite satisfazer eficientemente as necessidades dos clientes, resultando, simultaneamente, em custos inferiores para o retalhista e clientes leais.

Em direção ao luxo
Vários retalhistas reconhecem já a vantagem resultante da disponibilização de um número limitado de artigos de luxo, paralelamente às suas linhas tradicionais, como forma de impulsionar as vendas, promovendo uma revitalização da imagem da marca. Porém, devem focar-se em proporcionar uma experiência de consumo positiva e proteger o seu inventário, tarefas que podem ser facilitadas pela introdução da tecnologia RFID.

Considere o retalhista que disponibiliza uma linha de bolsas mais dispendiosa do que a sua linha de produtos tradicional, exibida num espaço independente dentro da própria loja. A criação de sistemas de zona RFID permite a constante monitorização do movimento destes artigos em tempo-real, pelo meio do qual é disponibilizada assistência suplementar a um cliente que concede particular atenção a um dado item e, através do qual, os responsáveis pela segurança do espaço são alertados caso algum artigo seja conduzido a zonas de perigo, como os provadores, espaços recônditos ou armazéns. Este tipo de sistema-alvo em torno de itens de alto valor permite um melhor serviço ao cliente, facilitando, conjuntamente, a salvaguarda da mercadoria.

Expansão em novos mercados
Tradicionalmente, os retalhistas utilizam informação de performance sobre os locais para os quais se pretendem expandir, procurando determinar a seleção de artigos e quantidade a disponibilizar num dado local. Porém, isto pode representar um problema quando, por exemplo, o retalhista baseia as suas necessidades de inventário no desempenho de uma loja suburbana e, em seguida, pretende inaugurar um espaço urbano de pequena dimensão, ou quando se expande no exterior.

A tecnologia RFID poderá auxiliar os retalhistas, rastreando cada peça de merchandising individualmente em cada espaço comercial, elucidando sobre a tipologia e quantidade exata de inventário necessários numa determinada unidade de retalho. A capacidade de identificar rapidamente as necessidades, e assertivamente responder, potencia a otimização do inventário, maximizando as vendas e proporcionando uma melhor experiência ao cliente.