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Ribeiro & Verstraete investe na indústria

Com uma história que começou na área comercial, a Têxtil Ribeiro & Verstraete está atualmente a adicionar unidades de produção ao seu negócio. A produtora de meias, que detém a marca Riverst, continua igualmente a investir em produtos de maior valor acrescentado, pensados para segmentos como o vestuário de trabalho.

Passo a passo, a Têxtil Ribeiro & Verstraete tem reforçado a sua posição no competitivo mercado da produção de meias. A empresa, que inclui a marca Riverst e a produtora de meias Socks Active Têxteis, começou em 1987 como trading de fio mas entretanto direcionou-se para o sector das meias, com recurso à subcontratação, e, mais recentemente, decidiu tomar a produção em mãos próprias, com a abertura de uma fábrica.

«A nossa unidade de produção começou pelas dificuldades no desenvolvimento. Comprámos quatro teares para fazer amostras, mas depois ficavam parados. Tivemos necessidade de ocupar esse pessoal, otimizar os recursos e então começamos a fazer algumas encomendas», contou Joaquim Ribeiro, administrador da empresa, na edição de abril do Jornal Têxtil.

Há dois anos e meio comprou outra unidade industrial em Fafe, num investimento de cerca de 200 mil euros, e atualmente está a adquirir novos equipamentos, somando mais cerca de 300 mil euros aos números do investimento. «Comprámos 12 novos teares para fazer artigos técnicos na unidade de Pousa. Neste momento necessitamos mais de artigos técnicos, elaborados, que trazem mais-valias à empresa», revelou Joaquim Ribeiro, que não põe de parte uma pequena reestruturação no futuro. «Quando estiver tudo pronto, a unidade de Fafe deverá ficar apenas para os artigos de alta produção, como as meias de ténis, e a de Pousa somente para artigos técnicos», como as meias com aramida para o mercado de trabalho e meias de compressão, indicou.

Os investimentos da Têxtil Ribeiro & Verstraete, que emprega cerca de 50 pessoas e realiza cerca de 90% do volume de negócios, que ronda os 2,5 milhões de euros, com as meias (os restantes 10% são do negócio de agenciamento, que mantém), vão ainda crescer no corrente ano, com a aposta no comércio eletrónico. «Vamos agora centralizar aí e criar dois postos de trabalho para esse fim», revelou o administrador.