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Ribera desbrava o novo mundo

Com as guipuras como novo produto-estrela, a Ribera está a lançar-se na consolidação do mercado da América do Sul, com paragem, tal como os nossos antepassados, por Terras de Vera Cruz.

As rendas em lã entraram no portefólio há cerca de um ano e a aceitação do mercado não para de crescer. «Ainda é um produto novo para quem está a trabalhar coleções de inverno, mas estamos a desenvolver algumas coisas, inclusive para têxteis-lar, para mantas, etc. Temos ainda feito alguns desenvolvimentos nesse aspeto, porque conseguimos utilizar os mesmos fios que os clientes utilizam para fabricar as malhas em lã, o que é uma vantagem, pois parece que a peça termina com a renda», explica, na edição de maio do Jornal Têxtil, Andreas Falley, que comprou a Ribera juntamente com Francisco Menezes em 2011.

Mas a empresa, que emprega atualmente 21 pessoas e registou um volume de negócios de 840 mil euros em 2016, está sempre atenta aos desenvolvimentos e às inúmeras referências que integra no seu histórico, quer agora somar as guipuras. «Não tínhamos guipuras, só fazíamos bordados, e agora temos uma produção de guipuras, maioritariamente em algodão, porque é uma coisa mais rara, mais difícil de fazer, que tem muito mais qualidade», sublinha o administrador.

É com as malas cheias de rendas de qualidade que a Ribera tem vindo a explorar o “novo mundo” da América do Sul, que constitui atualmente o principal mercado de exportação – diretamente, a empresa envia 30% da sua produção para fora de Portugal. «A América do Sul é um mercado que consome o nosso produto. Muitas das nossas vendas para lá são para consumo interno, não para exportações», revela Falley.

México, Colômbia e Peru fazem parte dos mercados de eleição, mas também «estamos com alguns desenvolvimentos no Equador, na Costa Rica e no Brasil», adianta o administrador da Ribera. «Estamos a começar agora a tentar arranjar forma de conseguirmos fornecer o mercado brasileiro, o que não é nada fácil. Mas há oportunidades, há consumo, eles estão a importar, nomeadamente da China, por isso é uma questão de quererem importar melhor qualidade», acrescenta.

Os objetivos para 2017 são, por isso, «crescer nos mercados em que estamos e dar início a estes novos países, onde estamos agora a fazer esforços», com o novo projeto de internacionalização a focar-se também nos EUA. «[O projeto] visa a consolidação dos mercados que abrimos no primeiro projeto [2013-2015], acrescido de novos mercados. Um desses mercados é os EUA por uma razão simples: temos vários clientes no México, Colômbia e Peru que trabalham com clientes americanos. E nós chegávamos lá e eles diziam “este cliente está a pedir esta renda, mas já nos disse para comprarmos neste sítio porque o desenvolvimento foi todo feito assim”. Portanto, identificámos que temos que estar na fonte, na marca, para poder influenciar a compra», justifica o administrador da Ribera ao Jornal Têxtil (maio 2017).